Engraçado pensar nele assim: como somos parecidos e diferentes na essência. Um grande amigo, companheiro de inúmeros números de circo, tragédias gregas, contos de fadas, de bruxas. E sempre juntos. O moço me fez enxergar o que eu poderia oferecer aos outros e a mim mesmo, apenas tirando minha viseira, num crucial momento de incertezas e dúvidas que vivenciava...
Não é apenas o meu melhor amigo, tenho certeza: fomos irmãos ou algo mais em vidas outroras (o que, não acreditam nisso?rs). Não há TH sem FR - Nem nunca haverá...Quando, por um curtíssimo lapso temporal, ficamos sem nos falar, percebemos o quanto não éramos nada, um sem o outro. Desintegrados, nossas essências eram totalmente nulas - o que nos fez, tão logo, "nos tocar" e deixamos de lado nossas bobeiras, vendo que a verdadeira amizade sempre prevalece acima de qualquer impasse pífio. Inefável parceiro...Mal necessário chamado Felipe Ramirez!
Longe como está, ou presente como sempre esteve, o que nos liga, sobretudo, é o barbante: enquanto eu voo, ele o segura e me mantém a salvo...
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Quem vê esse texto acima que fiz em 2008 pro meu outro blog, "ETHos" pensa que o rapaz é uma dádiva. Não que não seja, mas eu ainda acrescento: é um doido! Um maluco que quando passa, faz a gente rir sem precisar fazer muito esforço. Um palhaço divertido que consegue fazer até a barriga do Pedro de Lara doer de tanto dar risada. E nos faz pensar: tão bom que pessoas que já sofreram tanto na vida pudessem seguir suas sagas com tanto bom humor e suavidade. Felipe é leve. Às vezes frívolo, mas consegue muito bem depositar um pouco de sua boa energia por onde passa e com quem se envolve.
Nosso nobre agora se aventura numa micro empresa de informática aberta em João Pessoa e ainda continua com a mania feia de não querer se mostrar na internet (que coisa, viu?). Sorte que roubei a foto acima há muito e vocês tem uma ideia de como o moço é.
Fiquem agora com um apaixonado relato de um pernambucano forte, com uma das mais fodásticas músicas que, mesmo sem ser pernambucano, cantarolo fácil e bem!
Lenine: potencial evidenciado na fervorosa letra!Eu estava louco pra participar do “Amigo Convidado” do blog do TH, mas tinha medo do meu texto ficar abaixo do nível das pessoas que escrevem aqui. Bem, como todo pernambucano cabra da peste, a coragem veio hoje e resolvi escrever sobre uma das músicas que mais dão orgulho do meu estado do coração. Nasci em Pernambuco, morei em Alagoas e agora estou na Paraíba. Em cada lugar eu deixo um pouco de mim, mas em Recife me criei e aprendi a valorizar a cultura que tanto é festejada na minha terra. Terra de nordestinos importantes demais, ainda mais no mundo da música. Desde pequeno a gente aprende a dar importância a músicos do “naipe” de Bezerra da Silva, Jorge de Altinho, Alceu Valença, Luiz Gonzaga (salve o mestre!), Dominguinhos (salve o outro), Orlando Dias e muito mais. Meu estado possui uma mistura maravilhosa de ritmos e danças típicas e tem com muito orgulho o maior carnaval do meu Brasil!!!!
Viver é muito bom, mas viver carregando a naturalidade pernambucana é melhor ainda. Não sou nem um pouco bairrista hein? Hehahhaha. Chega de papo e vamos à música: nossos cantores populares criam músicas que se tornam verdadeiros hinos do estado, pois falam demais de nossa cultura, com elementos que só a gente conhece e canta junto, com paixão. E acho legal que essa coisa tão “caseira” possa estar ao alcance do grande Brasil e até do mundo! Lenine fez um dos melhores retratos de nosso estado, dizendo com toda razão “sou coração do folclore nordestino”. Pernambuco, junto a tantos estados maravilhosos que constituem nossa região, tem uma grande parcela de cultura folclórica, e faz o nordeste ter uma carga cultural tão forte que é lamentável que “filhas da puta” como a tal Mayara Petruso não entendam e não fique feliz de nos ter como irmãos.
Leão do Norte é mais do que um hino pernambucano. É o retrato fiel de um estado que sente prazer em divulgar o que oferece de melhor dentro de si. E choro toda vez que ouço novamente.
FELIPE RAMIREZ
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LEÃO DO NORTE
Composição: Lenine e Paulo César Pinheiro
Sou o coração do folclore nordestino
Eu sou Mateus e Bastião do Boi Bumbá
Sou o boneco do Mestre Vitalino
Dançando uma ciranda em Itamaracá
Eu sou um verso de Carlos Pena Filho
Num frevo de Capiba
Ao som da orquestra armorial
Sou Capibaribe
Num livro de João Cabral
Sou mamulengo de São Bento do Una
Vindo no baque solto de Maracatu
Eu sou um auto de Ariano Suassuna
No meio da Feira de Caruaru
Sou Frei Caneca do Pastoril do Faceta
Levando a flor da lira
Pra Nova Jerusalém
Sou Luis Gonzaga
E eu sou mangue também
Eu sou mameluco, sou de Casa Forte
Sou de Pernambuco, sou o Leão do Norte
Sou Macambira de Joaquim Cardoso
Banda de Pife no meio do Canavial
Na noite dos tambores silenciosos
Sou a calunga revelando o Carnaval
Sou a folia que desce lá de Olinda
O homem da meia-noite puxando esse cordão
Sou jangadeiro na festa de Jaboatão
Eu sou mameluco, sou de Casa Forte
Sou de Pernambuco, sou o Leão do Norte
TH - Pernambucanos sabem o que é bom! :)
* A música foi gravada também por Elba Ramalho pro disco "Leoa do Norte", de 1996. A versão do vídeo abaixo é a do acústico MTV de Lenine, lançado em 2006!










Antes de fazer menção à parada, uma errata gravíssima: na matéria do dia 5 de Outubro, ao invés da foto de Jovelina Pérola Negra, eu pus a de Clementina de Jesus. Que falta grave!! Ao lado, a verdadeira imagem de Jovelina! O alerta me foi dado pelo querido amigo e leitor Paulo Victor Oliveira. Obrigado, Paulo! 
















