Há seis anos, direto do EnTHulho Musical:
domingo, 29 de janeiro de 2017
TOPTULHO MUSICAL # 110 - ESPECIAL TOM JOBIM!!
Há seis anos, direto do EnTHulho Musical:
domingo, 22 de janeiro de 2017
TOPTULHO MUSICAL # 109!
ZERO
Liniker e Os Caramelows
A gente fica mordido, não fica?
Dente, lábio, teu jeito de olhar
Me lembro do beijo em teu pescoço
Do meu toque grosso, com medo de te transpassar
A gente fica mordido, não fica?
Dente, lábio, teu jeito de olhar
Me lembro do beijo em teu pescoço
Do meu toque grosso, com medo de te transpassar
A gente fica mordido, não fica?
Dente, lábio, teu jeito de olhar
Me lembro do beijo em teu pescoço
Do meu toque grosso, com medo de te transpassar
Peguei até o que era mais normal de nós
E coube tudo na malinha de mão do meu coração
Peguei até o que era mais normal de nós
E coube tudo na malinha de mão do meu coração
A gente fica mordido, não fica?
Dente, lábio, teu jeito de olhar
Me lembro do beijo em teu pescoço
Do meu toque grosso, com medo de te transpassar
A gente fica mordido, não fica?
Dente, lábio, teu jeito de olhar
Me lembro do beijo em teu pescoço
Do meu toque grosso, com medo de te transpassar (e transpassei)
Peguei até o que era mais normal de nós
E coube tudo na malinha de mão do meu coração
Peguei até o que era mais normal de nós
E coube tudo na malinha de mão do meu coração
Deixa eu bagunçar você, deixa eu bagunçar você
Deixa eu bagunçar você, deixa eu bagunçar você
A gente fica mordido, não fica??
02.02: Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista/compositor Henrique Cazes.
04.02: É lançado pela Odeon o elepê Chega de saudade (MOFB 3073), o primeiro da bossa- nova. Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor/compositor Zeca Pagodinho (Jessé Gomes da Silva Filho).
04.07: Maria Esther Bueno sagra-se campeã do Torneio de Tênis de Wimbledon, vencendo na final a americana Darlene Hard.
06.07: Inauguração dos serviços da ponte aérea Rio/São Paulo.
09: Roberto Carlos grava seu primeiro disco (Polydor, 330, “João e Maria” e “Fora do Tom”).
24.10: Morre no Rio de Janeiro (RJ) a cantora/compositora Dolores Duran (Adiléia Silva da Rocha).
17.11: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Heitor Villa-Lobos.
30.11: Morre no Rio de Janeiro (RJ) o violonista/compositor Josué de Barros.
Por toda a minha vida eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente, eu sei que vou te amar
E cada verso meu será
Pra te dizer que eu sei que vou te amar
Por toda minha vida
Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que essa ausência tua me causou
Eu sei que vou sofrer a eterna desventura de viver
A espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida
domingo, 7 de dezembro de 2014
20 ANOS FORA DO TOM!
TH - Chega de saudade!
sábado, 29 de janeiro de 2011
ÚLTIMA FAIXA: Tom Sobre Tom (Crônica)

[Cronista convidado: Antônio Elias Firmino Ferreira*, o nosso Tom :)]
[Ao som de "Carta ao Tom"]
Este Tom tem alguns pecados cometidos ao longo de sua relativamente curta vida – quem não tem, né? Um dos confessáveis publicamente é o de nunca ter dado ao outro Tom o seu devido valor até bem tarde. Foram onze anos de convivência – não mútua, logicamente, éramos eu e os discos que meu pai me obrigava a ouvir “Porque hoje é sábado” –, os dois últimos foram mais intensos por conta do início dos estudos em música (eu estava estudando no Colégio São Domingos, que tinha aulas de Música e Artes Plásticas obrigatórias). O fato é que eu não via grandes coisas no que ouvia. Dava um sono desgraçado.
A real descoberta viria na adolescência... como nunca fui uma criatura comum em meio círculo de convívio, eu trocava o Tchan facilmente por outra coisa. E em fase de descobertas e experimentos, tudo entrava na dança – baratos, sexo, ideais, religião e... música. Crescendo isolado no meio do mundo cheio de pessoas, eu buscava calmaria e lirismo no meio dos batuques incessantes supersexualizados e assim, eu redescobri aquele senhor com um chapéu indefectível na cabeça que meu velho me obrigava a ouvir “porque hoje é sábado! SARAVÁ!!!”.
Como eu, ele era brasileiro. Tão brasileiro que este era um dos seus sobrenomes! E nada mais fez que exaltar as belezas do seu País: suas matas, seus animais (pássaros, especialmente), suas mulheres, seu folclore, seu Rio de Janeiro natal.
Como qualquer brasileiro, foi camarada, fez muitos amigos ao longo da sua vida. Tão amigos que se tornaram parceiros, companheiros de jornada e trabalho – tudo regado, lógico, a um bom chope nos bares e boates da zona sul carioca e nas reuniões na casa da amiga Nara, que viriam a também ser eternizados.
Foi revolucionário em toda a calmaria de sua obra – a mistura de samba com jazz pode até ter criado algo que parece elitista por aqui, mas não é verdade. Foi simplesmente uma junção até então impensada de dois ritmos negros que deu muito certo e resultou num ritmo novo, completa e genuinamente brasileiro, reconhecido mundo afora. Um velho novo jeito de tocar, um velho novo jeito de cantar, abandonando o “dó-de-peito” em favor de vocais mais suaves, quase sussurrantes.
Claro, como os melhores, ele também falou de amor. E de desamores. E de novos amores. E de amores interferindo em outros amores (perigo...). Basicamente, há sempre um Tom para cada momento da vida deste Tom, com certeza. E de tantos outros Tons... e Antonios... Carlos... Elias... Nilzas... Jorges... Therezas... Anas... Paulos... Elizabethes... Daniéis... Doras... Franciscos... Luizas (aliás, ele cantou uma, não foi? OK, foi para uma novela...)...
Ao longo da vida, pude encontrá-lo em filmes, no teatro, na televisão, na discoteca paterna. Ainda olho para trás e vejo que muito tempo foi perdido pelo desvalor dado ao que havia para deleite e crescimento deste Tom. Mas certamente há tempo de sobra para se recuperar o perdido!
* É arquiteto de Maceió, AL e tem uma forte ligação com as artes.
Blog: http://cantinhodotom.blogspot.com/
Participação dele como Amigo Musical Convidado: http://enthulho.blogspot.com/2010/07/amigo-musica-convidado-8-antonio-tom.html
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
LISTA: PARCEIROS DE TOM JOBIM
Em meio a uma trajetória tão gigantesca e rica, sabemos que uma andorinha só não faz verão e que nessa longa estrada Tom contou com inúmeros parceiros em sua carreira. Cantores, compositores, amigos, intérpretes...Gente que teve participação, de uma forma ou de outra, pra que momentos como o fatídico 08/12/94 tivesse sido tão triste, saudoso e memorável....
o EnTHulho reúne hoje apenas algumas estrelas que constutuíram a constelação Antonio Brasileiro.
1) VINÍCIUS DE MORAIS
Incontestável principal parceiro de Tom Jobim. O mais possessivo dos amores, por assim dizer. Juntos revolucionariam a música popular brasileira e ajudariam a fundar a Bossa Nova. É só relembrar qual foi a primeira cria de ambos pra concluir a genialidade da parceria : “Se Todas Fossem Iguais a Você”. A partir do momento em que começaram a compor juntos, o poeta passou a exigir cada vez mais exclusividade de Tom, e anos depois a afinidade se desfez devido às constantes viagens de Tom e o temperamento ciumento de Vinicius. Mas rendeu frutos eternos...
Garota de Ipanema, Chega de Saudade, Eu Sei que Vou Te Amar e Canção do Amor Demais.
2) NEWTON MENDONÇA
O nome de Newton Mendonça, um dos mais importantes componentes do grupo que revolucionou a música brasileira, permanece obscuro. Músico e compositor, o carioca que morreu jovem aos 33 anos em 1960, foi o primeiro parceiro de Tom Jobim. A dupla - que se conhecia desde a infância e adolescência passadas em meio a pianos e gaitas na Rua Nascimento Silva, no Rio de Janeiro - foi responsável pela criação de canções como Samba de Uma Nota Só, Desafinado, e Meditação. De tão admirável, o cronista José Carlos de Oliveira (em sua coluna de 1974 publicada no Jornal do Brasil) concedeu a Newton um lugar na tríade da Bossa Nova ao considerá-lo o legítimo criador do gênero "ao lado de Tom Jobim e João Gilberto.
3) JOÃO GILBERTO
Meses finais de 1957: momento em que dois jovens se reencontram. Tom Jobim e João Gilberto haviam sido apresentados tempos atrás, mas passaram um período sem se verem. Agora, nesse reencontro, Tom ouve o violão tocado de forma singular, repara nos timbres discretos, tranqüilos, profundos, da voz do amigo: cantando baixo, dando a nota exata. Tom lembra-se de Chet Baker, grande do jazz norteamericano. Em pouco estaria consumado uma das mais impactantes reuniões da música brasileira.
4) MIÚCHA
Para participar da obra de Tom, era preciso uma boa dose de amor. Amor brasileiro. E Miucha começou sua carreira justamente falando de amor ao lado de Tom. Nos vários discos lançados em parceria, sua voz tímida e suave pontuou com perfeição as crônicas amorosas de Jobim, tornando-a uma das mais lembradas comparsas do maestro. Alem de ser a figura feminina-mor do “quarteto fantástico” composto de Tom, Vinicius, ela e Toquinho.
5) ELIS REGINA
Para comemorar os dez anos de carreira, a cantora Elis Regina pediu um presente à gravadora: fazer um disco com Tom e com as músicas de Tom. O maestro relutou, mas acabou aceitando. O disco Elis & Tom, gravado no início de 1974, em Los Angeles, onde Tom estava morando, teve um começo tenso. Ele foi pego de surpresa pelo empresário de Elis Regina, Roberto de Oliveira, que telefonou avisando que um grupo de músicos e Aloysio de Oliveira estavam no avião rumo à Califórnia para gravar um LP com maestro. Tom odiava surpresas e queria mandá-los de volta. "Não é que eu seja anti-social. É que sempre funcionei, em termos profissionais, com mania de perfeccionismo. O Aloysio chegando assim, de improviso, com a Elis a tiracolo me apavorou um pouco", disse Tom na época. "Ela conhece meu repertório melhor do que eu. Elis lembrava de arranjos que eu já havia esquecido. Uma coisa incrível." dizia também o maestro.
6) FRANK SINATRA
Tom Jobim fez muito sucesso gravando discos fora do Brasil também, na década de 60. O sucessos destes fez Frank Sinatra – grande mito dos Estados Unidos, convida-lo para fazer um concerto conjunto. O disco "Francis Albert Sinatra e Antônio Carlos Jobim", de 1967, com arranjos de Claus Ogerman, incluiu versões em inglês de músicas de Tom ("The Girl From Ipanema", "How Insensitive", "Dindi", "Quiet Night of Quiet Stars") e composições americanas, como "I Concentrate On You", de Cole Porter
7) TOQUINHO
Mais um parceiro, mais uma vida compartilhada....Toquinho integrava o núcleo de Tom com louvor, o que ajudou – simultaneamente, a tornarem suas obras mais memoráveis ainda. O grande destaque, na minha modesta opinião, é o LP “Tom Jobim, Miúcha, Vinicius e Toquinho”, gravado ao vivo no Canecão. A afinidade do quarteto era evidenciada a cada nota e acorde da apresentação.
8) DOLORES DURAN

A já veterana cantora Dolores Duran poderia ter sido o mais fiel e constante dos amores de Tom, se não fosse os ciúmes de Vinicius. A cantora tinha todo amor necessário pra acentuar com propriedade a obra do maestro. Na sua voz, ficaram eternizadas interpretações de luxo como “Por Causa de Você” ou “Se é por falta de Adeus” – grandes frutos da acertada parceria. "Ele ficava mexido e tinha verdadeira adoração por cantoras consagradas como Dolores e Elizeth Cardoso", cita uma fonte.
9) CHICO BUARQUE
Por intermédio de Vinicius – que freqüentava a casa Buarque de Hollanda, Tom conheceu Chico Buarque, que acabou se tornando um grande encontro da música brasileira. a primeira valsa, chamada "Imagina", composta pelo maestro, em 1947, ganhou letra de Chico alguns anos depois. E com ele Tom criou obras-primas da música brasileira, como "Retrato em Branco e Preto", "Sabiá", "Anos Dourados", "Carta do Tom" (resposta à "Carta ao Tom", de Vinicius e Toquinho), "Meninos", "Eu Vi".
10) OUTROS
– Quem são? Ronaldo Bôscoli (foto), Nara Leão, Elizeth Cardoso, Paulinho Soledade, João Stockler, Luiz Bonfá, Alcides Fernandes, Sérgio Ricardo, Carlos Lyra, Normando Marques e Roberto Mazoir, dentre outros tantos os quais Tom se afastou ao longo de suas idas aos Estados Unidos. Mas todos foram marcados – de uma forma ou de outra, pela grandiosidade do astro, além de terem parcela muito significativa a construção do mito.
Cometi alguma injustiça? Esqueci algum parceiro importante? Comente!
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SE TODAS FOSSEM IGUAIS A VOCÊ
Tom Jobim e Vinícius de Morais
Vai tua vida,
Teu caminho é de paz e amor
Vai tua vida é uma linda canção de amor
Abre os teus braços
E canta a última esperança
A esperança divina de amar em paz
Se todos fossem iguais a você
Que maravilha viver
Uma canção pelo ar,
Uma mulher a cantar
Uma cidade a cantar,
A sorrir, a cantar, a pedir
A beleza de amar
Como o sol,
Como a flor,
Como a luz
Amar sem mentir,
Nem sofrer
Existiria verdade,
Verdade que ninguém vê
Se todos fossem no mundo iguais a você
TH - A dupla que arrebentava!
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
DOSSIÊ TOM JOBIM - TRILHAS SONORAS!

Desta vez farei diferente.
Não vou ater apenas às produções de TV - A obra de Tom é muito vasta e transcende a telinha.
Faremos um retrospecto cronológico sobre os veículos onde nosso querido artista do mês Antônio Brasileiro já encantou com sua obra -além dos nossos corações, claro!
As informações sobre teatro e os filmes foram retiradas do site oficial do cantor e das novelas , by myself!
1) TEATRO (Orfeu da Conceição - peça de Vinicius de Morais de 1956)

O trabalho musical no teatro de mais respaldo com Tom Jobim envolvido foi mesmo essapeça de Vinicius de Morais. Dizem, inclusive, que foi o inicio da longeva e acertadissima parceria de ambos! A peça teve cenários de Oscar Niemeyer e ficou em cartaz no Teatro Municipal do Rio de Janeiro e, posteriormente, no Teatro República. A direção foi de Leo Jusi, e o elenco contava com Haroldo Costa (Orfeu), Dirce Paiva (Eurídice), Léa Garcia (Mira), Cyro Monteiro, Abdias Nascimento no papel de Aristeu (mais tarde substituído pelo único branco de todos, Chico Feitosa, que teve que se pintar de preto! Dentre as várias músicas, encontram-se as clássicas "Lamento do Morro" e "Monólogo de Orfeu"
2) CINEMA (Vários)

A quantidade de películas que prestigiam a obra de Antonio Carlos Jobim é IMENSA! Abaixo, uma relação dos principais filmes que levam as melodias do cantor.
- Pista da Grama, 1958, filme de Haroldo Costa] - Em seu livro "Antonio Carlos Jobim - uma biografia", Sergio Cabral conta:
"...Haroldo Costa havia encomendado a Tom e Vinicius uma obra inédita para a trilha sonora do filme, sendo escolhida 'Eu não existo sem você'. A música foi cantada por Elizeth Cardoso durante uma cena que mostrava uma festa realizada num casarão de Jacarepaguá (...). Acompanhando Elizete nada menos do que João Gilberto ao violão e de Tom ao piano. Choveu muito na hora da filmagem, levando os figurantes que faziam papel de convidados a correrem todos para dentro da casa, o que dificultou muito o trabalho do câmera. Resultado: o filme mostra Elizete cantando, João Gilberto tocando violão, mas não houve ângulo que permitisse à câmera enquadrar também Tom Jobim, razão pela qual os espectadores ficaram com o som do piano, mas sem a imagem do pianista." O filme conta com a participação de Yoná Magalhães e Paulo Goulart.

- Orfeu Negro, 1959, de Marcel Camus. Músicas: "A Felicidade", "O Nosso Amor" e "Frevo". No elenco, Breno Mello, Marpessa Dawn, Lourdes de Oliveira, Lea Garcia, Ademar Ferreira da Silva, dentre outros.
- Pluft, o Fantasminha, 1961, de Romain Lesage. Aqui, a presença de Tom no filme acontece musicando a letra do Romain, o diretor e realizador do filme (Canção dos Piratas), além de participar como um dos piratas! Atores: Ira Etz, Arrelia, Ivan Junqueira, Don José Cavaca, Yan Michalsky, Renato Consorte, Haroldo Costa, Fábio Sabag, Eugenio Hirsh, Waldir Maia, Sergio Ricardo, Vinicius de Moraes, Paulo Mendes Campos, Lúcio Rangel, Sérgio Porto, Otelo Caçador, Sérgio Ricardo
e o próprio Tom!

- Porto de Caixas, 1961, Paulo Cesar Saraceni. Tom Jobim assume a direção musical e cria duas obras-primas: Derradeira Primaveira (no filme, instrumental) e Valsa do Porto de Caixas. No elenco, Reginaldo Farias, Irma Alvarez, dentre outros.
- Copacabana Palace, 1972, Stefano Vanzina. Tom não participou efetivamente do filme. Apenas pequenas contribuições e a música "Água de Beber"
- Garota de Ipanema, 1967, Leon Hirszman. Um dos mais associados filmes à obra de Tom, com vários hits [Garota de Ipanema, A queda, Tema da desilusão (Garota de Ipanema), Tema de abertura (Garota de Ipanema), Lamento no morro, Surfboard, Ela é carioca] e um elenco devastador: Márcia Rodrigues, Adriano Reys, Arduino Colasanti, Jose Carlos Marques, Irene Stefania, Ruy Sohlberg, Rosita Tomaz Lopes, João Saldanha, Iracema de Alencar, Rubem Braga, Fernando Sabino, Ana Beatriz, Marisa Urban, Joel Barcellos, Ziraldo, David Drew Zingg, Arnaldo Jabor, Vinicius de Moraes, Nelita Moraes, Suzana de Moraes, Nara Leão, Chico Buarque, Baden Powell, Dorival Caymmi, Luizinho Eça, Pixinguinha, Ronnie Von, Luis Lopes Coelho, Luisa Maranhão, Regina Rosenburgo, Noelza Guimarães, Bettina, Dilmer Mariani, Ana Maria Magalhães, Zózimo Bulbul, Caio Mourão, Zaida Araujo, Antonio Carlos Araujo, Celia Bilar, Aloisio Muniz Friere, Theresinha Muniz Friere, Scarlet Maia de Castro, Helio Fernandes, João de Barro.
COMENTÁRIO DE TH: Esse filme é mesmo lendário. Já tive o prazer de contemplar e reassistir várias vezes só pra constataro retrato fiel da leitura de Tom pra o bairro carioca.

-Eu te Amo, 1981, Arnaldo Jabor. Unir dois mestres das artes brasileiras - Tom e Arnaldo, só poderia dar coisa boa! A música-título é uma das melhores de sua carreira e o elenco era perfeito para a época: Sonia Braga, Vera Fischer, Tarcísio Meira, Paulo César Peréio, Regina Casé, Maria Silvia, Flavio Santiago, Catherine Deneuve, Jean-Louis Trintignant.
- Gabriela, 1983, de Bruno Barreto. Quem não se lembra do "Tema de amor para Gabriela". A dupla Tom e Gal Costa decididamente ferveu na trilha sonora desse filme como os músicos principais sob a direção musical de Oscar Castro Neves. Músicas da trilha: Gabriela, Chegada dos retirantes, Tema de amor de Gabriela, Pulando carniça, Pensando na vida, Casório, Origens, Ataque dos jagunços, Caminho da mata, Ilhéus. Elenco: Sonia Braga, Marcello Mastroianni, Antonio Cantáfora, Paulo Goulart, Antonio Pedro, Nelson Xavier, Nicole Puzzi, Nuno Leal Maia.

- Para Viver um Grande Amor, 1983, Miguel Faria Jr. O roteiro deste filme é inspirado na peça de teatro 'Pobre Menina Rica', de Carlos Lyra e Vinicius de Moraes.
Algumas das composições originais da dupla para a peça 'Pobre Menina Rica' também fazem parte da trilha sonora, cantadas por Djavan, Olivia Byington, e Zezé Motta. Há uma participação de Elba Ramalho cantando 'A Violeira', de Tom e Chico Buarque.
É difícil acreditar que Tom Jobim tenha realmente feito uma direção musical nesta trilha sonora. O crédito parece mais uma homenagem prestada ao maestro pelo diretor Miguel Faria Jr. Provavelmente, Tom colaborou com ideias, escolha das músicas, e orientações gerais. Atores: Patrícia Pillar, Djavan, Zezé Motta, Gloria Menezes, Paulo Goulart. Músicas: O morro não tem vez, A violeira, Imagina (Valsa sentimental), Meninos, eu vi.
- Fonte de Saudade, 1984, Marco Altberg. Baseado no romance "Trilogia do Assombro", de Helena Jobim, irmã de Tom. A trilha sonora inclui dois boleros, um tango, e um trecho lento extraído da música Bangzália. Tem também uma bela valsa, que Tom sola ao piano. Lucélia Santos encabeçava (muito bem) o elenco, que ainda tinha Norma Bengell, Claudio Marzo, Xuxa Lopes, José Wilker, Paulo Betti, Thales Pan Chacon, Maria Alves, Haylton Faria, Teresa Mascarenhas, Chico Diaz, Daniel Dantas, Joana de Abreu.
3) TELEVISÃO (aqui, apenas citadas algumas produções da Rede Globo)

- Espelho Mágico (Lauro César Muniz, 1977 - música: "Vai Levando"). Daniel Filho adorava trazer a obra de Tom às produções da Globo e fez com muita classe nessa novela que tentou fazer a metalinguagem do estilo.
- Brilhante (Gilberto Braga, 1981 - música: "Luiza"). Mais uma vez Daniel Filho é diretor geral da trama e conta uma curiosidade: Tom Jobim fez a música para a abertura da trama, mas alegou que o diretor deu uma rasteira nele, pois na música ele fala dos cabelos de Vera Fisher, e ela teve seus cabelos cortados a mando do diretor, sem saber de nada.

- O Tempo e o Vento (Minissérie de Doc Comparato, 1985). A trilha da minissérie é composta praticamente inteira da obra de Tom Jobim.
- Anos Dourados (Minissérie de Gilberto Braga, 1986 - música: "Anos Dourados"). Nesta excelente minissérie, o tema de abertura era uma versão instrumental do clássico de Tom Jobim.
- O Dono do Mundo (Gilberto Braga, 1991 - Música: "Querida"). Aqui a música de Tom combinava de maneira excelente com a abertura que reproduzia uma sequência do filme "O Grande Ditador" de Charles Chaplin.

Parceria entre Tom Jobim e Manoel Carlos:
As aberturas das 5 últimas novelas de Maneco prestigiavam a bossa de Tom Jobim. As crônicas televisivas do novelista casavam muito bem com os leves arranjos da música de Tom: Por Amor (1997, com "Falando de Amor", cantada pelo "Quarteto em Cy"), Laços de Família (2000, com "Corcovado", cantada por Astrud Gilberto com participação do próprio Tom, João Gilberto e Stan Getz), Mulheres Apaixonadas (2003, com a minha preferida: "Pela Luz dos Olhos Teus", parceria de Miúcha com o Tom), Páginas da Vida (2006, com "Wave", aqui em versão instrumental) e Viver a Vida (2009, Com "Sei Lá, a vida tem sempre razão", mais uma parceria de Tom e Miúcha). Além das aberturas, as trilhas das novelas de Manoel Carlos possuem diversas músicas de Tom Jobim interpretadas por cantores diversos. Por exemplo: em "Páginas da Vida", o autor quis homenagear os 80 anos de Tom em 2007 e, além da abertura, pôs outras músicas dele nas trilhas, dentre elas a bela "Promessas", defendida magistralmente por Nana Caymmi.
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Evidente que está incompleto. Por isso deixo aberto para vocês completarem nos comentários!
TH - Ufa!!!








