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domingo, 25 de setembro de 2011

TEMA DE NOVELA ESPECIAL: DOSSIÊ MARINA LIMA!




[Post escrito originariamente em 19/09/2010]


A “virginiana” mais famosa do mundo da música brasileira completou na sexta feira 55 anos!
Como forma de homenagem, a seção TEMA DE NOVELA trouxe não apenas um, mas DEZ momentos de Marina no mundo das produções teledramatúrgicas. Sua voz roquinha e sensual já protagonizou inúmeras cenas de nossa telinha, assim como também uma abertura histórica. Com a carreira iniciada no fim da década de 70, a jovialidade e o espírito “roqueiro” da moça, bem sustentados pela sábia parceria com do poeta Antônio Cícero rendeu vários discos, hits e trilhas sonoras especiais - dando ênfase nos anos 80, onde seu nome chegou a liderar no ranking feminino das maiores artistas da década.
Sem delongas, vamos ao TOP 10 de TH dos temas marcados pelo talento da emocionante cantora. E, claro, parabenizá-la, ainda que tardiamente, pelo aniversário. Muita luz pra ela que é um grande nome na música brasileira, sem dúvidas!
Nota: é um TOP 10 afetivo e exemplificativo. A moça tem MUITO mais a oferecer nas novelas!



1) PRA COMEÇAR (Roda de Fogo, Globo, 1986)


Uma das melhores músicas de abertura de novela. A letra barra-pesada condizia muito bem com a intrigante abertura, e também com o clima mais “sério” da trama de Lauro César Muniz. As pesadas guitarras poderiam causar estranheza numa abertura, mas casou perfeitamente. Tudo se harmonizou e hoje é um dos temas de introdução mais lembrados. Uma curiosidade é que nunca vi lançada a versão de estúdio – justamente a que aparecia na abertura. A versão do disco é a mesma versão “ao vivo” do disco “Todas ao Vivo” de 1986. Mistérios da música brasileira...
Destaque pro famoso “AU” disparado pela cantora no início (risos).


2) À FRANCESA (Top Model, Globo, 1989)

Essa é daquelas que não se dá pra dissociar da novela e vice versa. À Francesa era a cara de Top Model! Canção ensolarada, jovial, sexy – e combinava demais com o tom das passarelas que a trama apresentava, e também caía como uma luva para a protagonista Duda (Malu Mader). Aliás, a voz de ambas – Malu e Marina - são bem rouquinhas e se parecem mesmo! Quem não se lembra de Duda arrasando como modelo ao som de “se eu te peço pra ficar ou não, meu amor eu lhe juro...”. Ótima!

“..mas os momentos felizes, não estão escondidos. Nem no passado, nem no futuro...”



3) EU NÃO SEI DANÇAR (Perigosas Peruas, Globo, 1992)


Num momento mais intimista, esta música (integrante do disco Marina Lima, de 1991, meu predileto) pontuava as cenas de Cidinha (Vera Fisher), uma das peruas do título da novela de Carlos Lombardi. A própria Marina nos presenteou com uma festejada participação na trama, cantando a canção, que versa sobre a “desintonia” entre duas pessoas de ritmos opostos.

“...e tudo o que eu posso lhe dar é solidão com vista pro mar, outra coisa pra lembrar...”



4) FULLGÁS (Vereda Tropical, Globo, 1984)

Não acompanhei Vereda Tropical nem tenho informações de se Fullgás foi um uma música recorrente na novela. Algumas pessoas me disseram que foi tema da personagem de Cristina Mullins, “Léo”. De qualquer forma, destaco-a aqui por que tem o LP nacional da novela aqui em casa e era uma das músicas que mais ouvia quando pequeno. E, claro, foi a que praticamente projetou Marina no mundo do Pop rock brasileiro – quase um divisor de águas na sua carreira. Também integrou a trilha de “Cobras & Lagartos”, de 2006.

“Meu mundo você é quem faz...música, letra e dança...”



5) PESSOA (Fera Ferida, Globo, 1993)

Uma das baladas mais sensíveis lançadas da década de 90, certeiramente disposta prum casal romântico jovem de “Fera Ferida” – o lixeiro gago Fabrício (Murilo Benício) e Isoldinha (Anna de Aguiar). “Pessoa” e a novela ajudaram o disco “O Chamado” a ser um dos recordistas de vendagens da cantora. Quase um auge profissional que, infelizmente, não conseguiu ser sustentado em seus trabalhos seguintes...

“Olhar você...e não saber...que você é a pessoa mais linda do mundo...”




6) CHARME DO MUNDO (Sétimo Sentido, Globo, 1982)

Tal qual “Vereda Tropical”, mais uma vez eu não contemplei uma trama pra saber se a música era recorrente ou não. E agora com mais pesar ainda: adoraria ter contemplado essa obra de Janete Clair, e gostaria muito de saber se “Charme do mundo’, que tem cara de tema de novela, foi aproveitada ou não. Claro que conta também ter aparecido na (péssima) novela “A Pequena Travessa”, do SBT, mas minha curiosidade maior é pela trama de Janete. Amigos noveleiros musicais, ajudem-me! O disco nacional é ótimo e também sonorizou minha infância.

“Acho que o mundo faz charme e ele sabe como encantar”



7) VENENO (Livre Pra Voar, Globo, 1984)

Se há uma música que confirma o talento de Marina para ser trilha sonora, é Veneno. Foi feita sob encomenda pra Danilo (Carlos Augusto Strazzer) e Helena (Dora Pelegrino), de “Livre Pra Voar”, marcando perfeitamente a trama de Walter Negrão. Por minha vez, associo bastante a canção à minha mana - não que ela seja venenosa (risos), mas porque ela sempre dizia que a melhor música de Marina – a que mais lhe traduzia, era essa!



"Veneno...não me beije...eu tenho veneno..."


8) ACONTECIMENTOS (O Dono do Mundo, Globo, 1991)

Na novela “O Dono do Mundo”, de Gilberto Braga, , o tema de Taís (Letícia Sabatella) e Beija-Flor (Ângelo Antônio) era por excelência “Codinome Beija-Flor”, na voz de Luiz Melodia. Mas pras cenas de Tais sozinha, Marina Lima “acontecia” lindamente, numa sensível composição conjunta com Antônio Cícero. Adorava!


"E o que é que há com nós dois amor? Me responda...depois...me diz por onde você me prende?"


9) CORAÇÕES A MIL (Baila Comigo, Globo, 1981)


A música abria a trilha nacional da novela de Manoel Carlos e era largamente utilizada pras cenas do ótimo casal formado por Lauro Corona (Caê) e Beth Goulart (Débora). Mais “do começo” de carreira de Marina, a música hoje é pouco lembrada, mas foi executada à exaustão nas rádios daquele ano.


"Minhas ambições são dez...dez corações de uma vez pra eu me apaixonar"



10) NADA POR MIM (TI TI TI, Globo, 1985)


Dessa eu me lembro como ontem. Tema da primeira Jaqueline (Sandra Bréa – personagem correspondente à atual de Claudia Raia na versão 2010), “Nada por Mim” é talvez o mais romântico dos temas de Marina. Parceria de Paula Toller e Herbert Vianna na composição, Marina arrebatou casais românticos na década de 80 com esse verdadeiro hino.


"Você me tem fácil demais, mas não parece capaz, de cuidar do que possui..."




CURIOSIDADES/MENÇÕES HONROSAS


‘Nosso Estranho Amor’ É uma das músicas de Marina que mais gosto. A parceria com Caetano Veloso é divina e sublinhou bem o casal Amanda (Maria Cláudia) e Renato (José Wilker), de Plumas e Paetês. Por razões de espaço e de eu realmente não ter acompanhado seu sucesso anacronicamente com a trama, não integrou o top 10.

A Marina – só como intérprete, também tem vez no mundo das trilhas sonoras, e de maneira duplicada. Original de Cazuza, “Carente Profissional’, ganhou uma bela roupagem na voz da cantora, com direito a um ótimo solo de suaves guitarras. A música – que abre o disco “O Chamado”, foi integrante das novelas “A Idade da Loba” (Band”) e 74.5 uma onda no ar (Manchete). Porém, só vi a última e não consigo associá-las.
Outra de Cazuza que Marina canta é “Preciso Dizer que te amo”, tema de “Bebê a Bordo", e integrante do disco “Virgem” – LP, aliás, que renderia bem mais temas de novela. Eu adoraria ver “Pseudo Blues”, por exemplo, em alguma cena de alguma produção.

Mais feitos de Marina intérprete: Emoções (Roberto e Erasmo Carlos) como tema de “Voltei Pra Você” (1983), “Doce Vida”, de Rita Lee, como tema da personagem título de “Marina”(1980), interpretada por Denise Dumont.

Outro tema de abertura histórico de Marina: "Tão Beata, Tão à Toa", de Corpo a Corpo.

“Deixa Estar”, faixa integrante do álbum “Pierrot” do Brasil, já demonstrava os problemas com a voz que Marina teve na década de 90. Ainda assim, não deixou de encantar cenas sensualissimas na minissérie “Labirinto”, de Gilberto Braga, em 1998.

Marina já tirou leite de pedra! Deu uma dignidade enorme à música “Beija-Flor”, gravada pelo Timbalada, e foi tema de duas novelas: “Perdidos de Amor”, na BAND (1996) e “Cama de Gato” (Globo, 2009).

Em determinado episódio da série “A Justiceira”, um assassino matava suas vítimas ao som de “Mesmo que seja eu” - o título da música é título também do referido episódio. Frustrante homenagem pruma música tão boa, apesar de haver contexto na inspiração do assassino, pois a música fala de ilusões, castelos, e a vontade dele era quebrar tudo isso!

1 noite e ½ foi um hit absoluto na década de 80 também integrava o disco “Virgem”. No entanto, só veio ser trilha sonora na de 90, na minissérie “Contos de Verão” (1993).

Alguns temas não condiziam mesmo com os personagens e as ações dos mesmos em cena. Não que deva existir por obrigação essa correspondência – normalmente dos temas só se aproveita a musica, não as letras. Mas é que há casos bem gritantes! Eu me recordo de pelo menos três com Marina: em “Explode Coração”, a ótima “Admito que perdi” era tema da desequilibrada e neurótica Vera, de Maria Luiza Mendonça. Já em “O Clone”, a fantástica “No Escuro” era utilizada pra insossa e interesseira Karla (Juliana Paes). E em “Quatro por Quatro”, a faixa título do disco “O Chamado” abria também a trilha nacional da novela, porém não tinha nada a ver com a personagem Suzana, de Helena Ranaldi.


VALE A PENA CONFERIR:


Foi lançada em 2007 uma compilação de hits de novela da cantora, pela Som Livre. Consegue fazer uma razoável reunião com os principais temas da moça. Compilação incompleta, porém orgânica!










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PRA COMEÇAR
Marina e Antonio Cícero


Pra começar
Quem vai colar
Os tais caquinhos
Do velho mundo

Pátrias, Famílias, Religiões
E preconceitos
Quebrou não tem mais jeito

Agora descubra de verdade
O que você ama...
Que tudo pode ser seu

Se tudo caiu
Que tudo caia
Pois tudo raia
E o mundo pode ser seu

Pra terminar.
Quem vai colar
Os tais caquinhos
Do velho mundo...



TH - O mundo é NOSSO!



sábado, 17 de setembro de 2011

O OLHAR DOS FÃS: NO ANIVERSÁRIO DE MARINA LIMA!


E hoje quem vai dar o recado são eles que fazem questão de manter a diva no lugar em que merece estar: no podium! Estou longe de conhecer na música brasileira fãs tão fidelíssimos e assíduos com a obra de Marina Lima. Fidelidade é acompanhar seus ídolos, defendê-los de injustiças e não sair de junto, demonstrando apoio e admiração incondicionais. Eles que estão sempre com garras de leões afiadas prontinhos pra não deixar que linguas impuras esbravejem besteiras, tolices que nada acrescentarão à cantora e sua bela trajetória!

E Marina tem seguidores de sobra, e não é apenas no Twitter: seguidores de alma e de vida! O EnTHulho então realizou uma compilação de depoimentos sinceros e emocionantes de alguns de seus devotos e o resultado está logo aí abaixo!

Todos nós desejamos tudo de excelente à virginiana mais famosa do mundo da música. Não é "festa no outro apartamento"...e sim no coração de Marina Lima!





"O disco “Abrigo”, 12º de Marina e 3º de Marina Lima, não trazia composições da própria cantora, mas canções de Moska, Zélia Duncan, Rita Lee, Timbalada, etc. Apesar de muitos contestarem, é um belo disco! Marina intérprete é muito boa, embora eu – e muitos – prefira a compositora. Infelizmente, devido a problemas pessoais, a cantora teve depressão e ficou afônica. Consequentemente, o disco – lançado no final de 1995 – não teve a turnê marcada pra 1996. No mesmo ano, sob o signo de Aquário, eu entrei em cena. Por causa desse afastamento do palco, da TV, das rádios, o sucesso de Marina entrou em declínio brusco. Foi em 2008 que comecei a me importar com música e em 2009 que passei a ouvir Marina. Eu já a ouvira antes, claro: mesmo que suas canções novas não fizessem mais sucesso, as antigas ainda estavam presentes – não com a mesma intensidade, claro. Inclusive, na minha infância, eu ouvia muitíssimo o CD “A arca de Noé”, que ganhei de uma tia (a culpada do meu gosto musical), onde Marina cantava “O gato”. Mas me lembro quando comecei a ouvir Marina: foi ouvindo uma coletânea da Somlivre, com temas de novelas. Depois, evoluí e passei a ouvir o “Acústico MTV”. Eu era fascinado com aquela voz rouca sedutora e com o estilo dançante da cantora. Só.
E aí, eu comecei a cometer loucura: depois de um ano ouvindo apenas os grandes sucessos, resolvo – numa de minhas ideias mirabolantes – comprar toda a discografia de Marina. Foi eleita minha cantora favorita e era injusto eu conhecer tão mal a obra de minha cantora favorita. Claro que não foi possível comprar todos os discos: alguns nem existiam mais! Mesmo assim, comprei o que deu e ouvi, ouvi demais. Hoje já despachei todos os que não gosto. Mas permaneço aqui com os que gosto e vivo ouvindo-os.

No começo deste ano, comprei – e li quatro vezes – o livro “Guardar”, do irmão da cantora. Foi aí que passei a entender a potência da poesia de Cícero. E carreguei a opinião de que toda composição de Marina sem a co-autoria de Cícero não prestava. Graças a Deus, foi por pouquíssimo tempo! Ouvindo canções como “Uma antiga manhã”, “Bem pra você” (gravada por Simone em 2009) e “Pra nos lembrar” (gravada por Leila Pinheiro em 1998) vi que a potência da poesia de Cícero é genética: Marina é tão boa quanto!
Com isso, vi que Marina não é só música e dança. Marina é muito mais! Marina é música, letra (que letra!) e dança! Sinto saudades de vê-la no Twitter, onde, entre Novembro de 2009 e Junho de 2010, ela aparecia constantemente e conversávamos muito. E sempre que alguém a acusa de antipática (calúnia!), uso isso como argumento. Gosto muito do carinho que a cantora tem conosco e sinto muitas saudades dela.


Em breve, publicarei no meu Blog (MPB ê-mo-nos!) uma lista de canções pouco conhecidas da cantora, mas que trazem conteúdo exímio e distinto da maioria dos grandes sucessos. Também, se o bom Deus quiser, publicarei uma coletânea com suas canções na voz de outros intérpretes.

Por enquanto, divirtam-se com o EnTHulho, que homenageia essa mulher digna de toda e qualquer homenagem – desde que sincera, como esta."



"Seguindo o Chamado", textinho de Jardel Ther (Ubá, MG) exclusivo para o EnTHulho Musical!


"É com enorme alegria que atendo a esse "chamado", falar de Marina Lima, é procurar lá no fundo do meu ser as palavras certas para descrever a admiração, por essa que é uma das maiores cantoras e interpretes que esse Brasil já viu, mas também viajar na minha história de vida. Eu tenho 46 anos então presenciei o inicio da carreira dela. Minha juventude, meus amores, os acampamentos no pampa gaúcho, os verões, as lágrimas derramadas, ela estava lá de pano de fundo da minha existência, os anos passaram, com eles, as mudanças, como a própria Marina diz..."não dá pra ser linear"...,chega o ' Síssi na Sua' _ deixa estar; acontecimentos; estou assim; na minha mão;...até hoje é o meu cd preferido - Acústico mtv e agora recentemente Clímax. Nova fase, ela de carreira e de vida, mudou até de cidade! Eu desejo que tudo de mais positivo aconteça com essa DIVA da nossa Mpb. E eu fico aqui como boa fã correndo atrás e saboreando tudo que ela divide generosamente conosco."


Maribel Nobre - Rio Grande - Cassino (RS)


Marina representa a contemporaneidade de uma música charmosa e sofisticada!
Quando tinha meus 6/7 anos a Globo lançou a novela Top Model, uma novela popular. Sua trilha sonora me chamou a atenção, e uma das faixas que gostava era "À francesa". Neste mesmo período, a emissora reprisa a novela Roda de fogo. A música "Pra começar" embala a abertura, e aquela música chama atenção de uma criança. Eu era fascinado por esta música, não assistia a novela, mas a abertura eu tinha que ver,rsr..
A criança cresceu, e quis escutar mais Marina... A música "Acontecimentos" no álbum Sissi na Sua (quando "Acontecimentos" foi lançada em 91, eu nao tive acesso a música) teve uma importância pra mim, porque foi a partir dela e do álbum que eu construir uma admiração grande por esta cantora.
Eu acho engraçado, uma criança de 6/7 anos ter gostado tanto de uma música como "Pra começar". Hoje, sou super fã dela, adoro suas canções. Sou admirador de seu trabalho e além de tudo da personalidade Marina. Desejo que ela nos proporcione bons momentos com sua espontaneidade no palco e talento! e que outras pessoas a admirem, esta que é uma das melhores cantoras de nossa música!


Glauco C. - Vila Velha (ES)


"Nasci em 1984, ano do lançamento do disco Fullgas. Minha mãe sempre gostou muito dela... As minhas lembranças de infancia sempre me remetem a festas em casa no sábado a noite com o som da Marina animando o ambiente, Uma noite e meia é uma dessas músicas... Eu adorava. Eu tinha cerca de 10 anos de idade quando comecei a comprar seus discos. O primeiro foi O CHAMADO, lembro-me ate hoje que fui com meu pai e o vendedor achou que eu queria comprar algum LP da Xuxa, ou coisa do tipo... Risos!!!! Meu primeiro contato com ela ao vivo foi aos 17 anos na turnê Sissí na sua, trabalho que marcou sua volta aos palcos depois de um periodo afastada. Hoje aos 27 anos posso dizer que foi incrivel crescer acompanhando sua carreira. Marina Lima foi trilha sonora da minha infância e adolescencia e continua agora, mais do que nunca fazendo parte da minha vida. Suas músicas são sensiveis e verdadeiras. Ela tem o dom de traduzir em notas músicais nosso mais profundo sentimento, tornando-a assim Única. Sou fã e sinto muito orgulho disso."

Priscila Toller - Recife/PE



"Eu ainda era muito criança quando meus ouvidos se encheram com "Uma Noite e Meia". Estávamos na década de 80 e em todos os lugares que eu ia, ouvia aquela voz anunciando o verão e que todas estariam "de bundinha de fora". Uma febre! Marina foi acompanhando meu crescimento e de certa forma estava sempre presente. Suas músicas estavam frequentemente nas novelas e era díficil não adotar aquelas canções para a trilha sonora da minha vida. "Pra Começar" me arrebatou completamente e mais tarde "Pessoa" me comoveu tanto, me falou tão intimamente, que eu podia passar tardes e noites inteiras ouvindo aquela poesia musicada. O episódio depressivo de Marina aguçou a minha vontade de me debruçar sobre a obra e vida daquela mulher, justamente por que eu também era um adolescente muito depressivo. Ouvindo Marina me sentia acompanhado, acalentado. Comprei "Pierrot do Brasil" e aquilo foi como um oásis em meio ao deserto. Estava sempre ávido pelas entrevistas que ela dava. Sempre elegante, feminina e inteligentíssima! Lia e ouvia tudo fascinado. Quando ela justificou o ensaio para a Playboy dizendo que aos quarenta anos ainda estava no jogo e vivendo uma espécie de apogeu da sua feminilidade, virei um fã definitivo. Em 2000, estava eu deitado na minha cama me sentindo muito triste, muito solitário, sem vontade nenhuma de viver, com uma questão amorosa mal resolvida. De repente toca no rádio "Virgem" e entendi como nunca o verso "as coisas não precisam de você". Levantei e decidi enfrentar tudo o que estava por vir. Confesso que meu Prozac era ouvir entrevistas da Marina e duas delas foram terapêuticas: a de um especial que ela fez para o canal a cabo Multishow e outra para a jornalista Marilia Gabriela numa das versões do "De Frente com Gabi". Nas entrevistas ela falava de solidão, dos remédios que tomou e da tão desnecessariamente debatida voz (que me encanta cada vez mais). Achava e ainda acho esta postura de uma coragem absoluta. Estive com ela no camarim no show "Primórdios" e disse que a música e a experiência de vida dela me deram forças para prosseguir . Minha admiração por Marina vai muito além da artista. Marina Lima para mim é para sempre."


Márcio Virgílio - Rio de Janeiro (RJ)


"Conheci o som de Marina Lima quando ainda era criança, através do meu irmão mais velho que é super fã dela até hoje. Lembro-me de um álbum dela que ela está com uma roupa preta e o cabelo anelado. Acho que é o primeiro - esse disco me chamava atenção pois eu ficava olhando para ele e para a capa do álbum Fullgás e pensava que não era a mesma cantora (rs...). Ela estava totalmente diferente. Mas me lembro da faixa "Tão Fácil" que tem uma levada meio Mutantes, Rita Lee, sei lá! Mas o jeitinho Marina de cantar é totalmente singular. Agora vamos falar dos Álbuns que marcaram minha vida. O primeiro deles é o Fullgas de (1984) que teve Liminha na produção e tocando baixo. Músicas como Fullgas, Mesmo Que Seja Eu, Veneno, Pé Na Tábua, etc... são inesquecíveis. O Álbum Todas, de (1985), na minha opinião foi o que fez Marina se firmar nas paradas, com hits como: Difícil, Nada Por Mim música de Herbert Viana, a belíssima música com o título, sei lá se é licença poética que se fala! "Eu Te Amo Você". Era uma Marina que cantava com um vigor e com algumas letras mais puxadas para o Rock n' Roll. Depois veio o álbum que começou a despertar o interesse pela bateria, que foi o Todas Ao Vivo de (1986). Após o Rock In Rio I, começei ouvir músicas que a bateria destacasse e esse álbum foi gravado ao vivo, se eu não estiver enganado, no Canecão (Rio de Janeiro). Tinha na batera o grande Sérginho Della Mônica, que era o "Top dos Estúdios", chegando a tocar e gravar não só com a Marina, mas também com Ney Matogrosso, Cazuza, Rita Lee e outros. Esse álbum foi um "apanhado" da carreira de Marina até aquele momento, que tinha como faixa inédita "Pra Começar". Depois, pesquisando, descobri que ele também havia gravado algumas faixas do álbum "Desta Vida, Desta Arte..." de (1982). Sérgio também esteve com Marina em algumas faixas do Virgem de (1987), o meu álbum favorito, pois tenho o prazer de ser virginiano como a Marina, e, do Marina Lima de (1991) na Faixa "Pode Ser O Que For", Marina sempre teve um bom gosto para selecionar seus músicos. Principalmente os bateristas, que foram os que me chamavam mais atenção (rs...). Dentre eles, Cuca Teixeira, Christiano Galvão e outros grandes Bateras. Chegou a Década de 90, Marina em cada álbum mostrava-se ser bem eclética. Era o que me chamava atenção e sempre me puxava para ouvir o que ela estava fazendo de novo, mesmo quando eu estava "afundado" em bandas de Metal, Punk e Pos-Punk Inglês. "O Chamado" (1993) - um disco lindo!", Abrigo de (1995), lindíssimo também, o "arriscadíssimo" Registros à meia voz de (1996) - lembro que a crítica falou horrores, mas para mim é um belo e desafiador disco. Só um virginiano sabe fazer isso rs..." O álbum Setembro de (2001) que começa com a música que dá Título ao disco e termina com o Remix dela. É linda: "... Primavera... Tudo quer se experimentar... Todas as fronteiras... Querem evaporar... Quem não se encarar com amor... Vai terminar ovelha... No bolso de um pastor...".
A Marina é fogo!

Em 2003, o ótimo Acústico MTV, com as músicas antigas em tonalidade mais baixa, as Backing Vocais ajudando a firmar a voz da Marina, Cuca Teixeira na Batera, reencontro com Liminha, novas parcerias como a de Alvin L., Fernanda Porto na Faixa "O Charme do Mundo" com um arranjo totalmente moderno, conhecido como Drum and Bass e a convidada tocando Sax. Tudo mostrando que a Marina é uma artista "antenada" com a modernidade musical.

Veio em (2006) o álbum Lá Nos Primórdios. Misturou belíssimas letras em cima de uma mistura de música eletrônica e acústica também. O resultado foi um lindo CD com músicas como: Três, Anna Bella e uma versão mais "power" para o hit Difícil do Todas (1985).


Agora Marina continua surpreendentemente em Climax (2011). Parece que a mistura de música eletrônica, acústico e guitarras pesadíssimas fazem a cabeça da cantora. Isso tudo com letras super inteligentes e o charme de sua voz única.


Vou encerrar confessando o desejo de conhecê-la pessoalmente um dia e tirar uma foto com ela.

Marcelo Batera, Belo Horizonte (MG)



"A música de Marina Lima sempre esteve presente em minha vida, desde a infância: lembro-me bem do ano de 1990, em que meu pai deu o LP nacional da novela Top Model à minha mãe, o qual continha a famosa "À Francesa". Posteriormente, minha mãe adquiriu uma coletânea da cantora, de forma que músicas emblemáticas como "Fullgás", "Uma Noite e Meia" e "Nada Por Mim" frequentemente tocavam em nossa casa. Com o advento da internet, em minha adolescência, pude conhecer trabalhos do início da carreira da cantora, os quais já não se encontram com facilidade nas lojas como "Simples Como Fogo", "Olhos Felizes", " Próxima Parada", "Desta Vida, Desta Arte". A musicalidade versátil de Marina Lima sempre me encantou: desde a pegada rock de "Eu Te Amo Você" e as já citadas "À Francesa" e "Uma Noite e Meia", passando pela clima cool e bossa nova de sua versão para "Garota de Ipanema" e o interessante teclado de "Gata Todo Dia", até o som mais intimista e sofisticado de canções como "Acontecimentos" "Eu Não Sei Dançar" e "O Chamado". Recentemente, com o Clímax, admiro a exploração de sons mais eletrônicos, com destaque para a faixa de abertura "Não Me Venha Mais Com AMor" e a sua belíssima versão para a famosa música dos anos 60, "Call Me", casando perfeitamente com sua voz deliciosamente inconfundível.
A oitentista "Corações a Mil", uma verdadeira ode à paixão e ao desejo de amar o mais intensamente possível, encabeça a lista de minhas canções preferidas de Marina Lima. E recentemente tenho escutado compulsivamente a maravilhosa canção "Admito Que Perdi", cuja letra de Paulinho Moska, aqui imortalizada com a voz de Marina, já tenho como um dos meus lemas: "Sonhos são como deuses/ Quando não se acredita neles deixam de existir".
Marina Lima: com sua versátil musicalidade, seu pioneirismo, sua emoção depositada nas letras intimistas e bem arranjadas, com seu pop, seu rock e com seu estilo inconfundível, teu nome resplandece de maneira inequívoca na riquíssima constelação das maiores estrelas da música brasileira."


Emerson Felipe, Natal, RN.



O EnTHulho Musical agradece todos os convidados, que enriqueceram ainda mais o blogue com seus depoimentos emocionados sobre Marina Lima!

Abaixo, uma montagem que encontrei na internet. Fiquem com o belo vídeo (créditos a "Cinegrar")


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

LISTA: 20 BAFÕES DA MÚSICA BRASILEIRA! Parte II


Ídolos são pessoas super transadas, que não pagam contas ou exalam gases mal cheirosos, além de nunca serem atingidos por nenhum tipo de intriga ou falatório da oposição, correto?
Super errado! Ídolos são tão mais humanos do que se pensa, e cometem tantos deslizes como qualquer mero mortal. O problema é que sobre eles os passos em falso repercutem com bem mais força e maldade...A "imprensa brasileira" A-MA difamações em cima de monstros sagrados, quando se esquece de que, a despeito do manto da fama, são tão mortais e cometem tantos fatos estranhos como qualquer um!
A primeira versão dessa lista, publicada em 02/09/2010 (clique aqui) foi um grande sucesso do blog, e requeria uma continuação há tempos. Nada melhor do que estrear a nova programação do EnTHulho com mais 20 deslizes musicais brasileiros, pra entreter e divertir!

Não é maldade. É diversão!



1) VERSÕES TUPINIQUINS PARA CLÁSSICOS INTERNACIONAIS!

Dói. Dói bastante!
Sobretudo quando artistas tão talentosos e inteligentes como os brasileiros deixam a preguiça imperar e buscam sonoridades já consolidadas no mercado internacional para fazer versões exdrúxulas delas! Para exemplificar: Nenhum de Nós fez "O Astronauta de Mármore", sua constrangedora versão para "Starman", de David Bowie, cometendo até erros de português ("sempre estar lá, e ver ele voltar!"); Kiko Zambianchi detonou "Hey Jude" dos Beatles e ainda perguntou "pra que chorar"; Lulu Santos fez uma releitura de "I'm A Believer", dos Monkees associando "amor" e "requeijão", dentre muitas mais! Medalha de ouro pra falta de criatividade brasileira!
Abaixo, uma listinha rápida de algumas dessas (a) versões!

SANDY E JUNIOR - Imortal ("Immortality", de Celine Dion - "O que é imortal, não morre no final!");
GILBERTO GIL - Não chores mais ("No Woman No Cry, de Bob Marley - "Não, não chores mais"!);
YAHOO - Mordida de Amor ("Love Bites", de Def Lepard - "Eu não quero tocar em você, oh babeeee");
SIMONY - Acho que sou louca ("I Should Be So Lucky", de Kylie Minogue - "Acho que sou louca, louca, louca louca");
RITA LEE - Tudo por amor ("Can't By Me Love", dos Beatles);
ANGÉLICA - Se a gente se entender ("Linger", dos Cranberries);
ZÉ RAMALHO - Bate Bate Bate na porta do céu ("Knockin' On The Heaven's Door", do Bob Dylan);
LÉO JAIME - Solange ("So Lonely", do The Police)
E por aí segue...!


2) O BLOGUE DA BETHÂNIA

Fez um ruído daqueles!
O fato do Ministério da Cultura ter autorizado a cantora Maria Bethânia a captar R$ 1300000,00 para ela montar um blog para divulgar poesias com vídeos gratuitos chamou a atenção da imprensa e de vários internautas, gerando protestos dos mais inflamados contra a cantora. Um vídeo de um internauta xingando-a de vagabunda ganhou força na polêmica!


COMENTÁRIO DE TH:
Há exagero de todos os lados. Sejam nas reações agressivas dos internautas quanto no valor a ser captado para fazer o tal blogue. Eu faço o EnTHulho de graça e ele é ótimo! :P


3) PANDEIRADA DE AMOR!

Paula Toller e Leoni já estiveram na primeira versão dos bafões, mas o casal merece repeteco! Segundo o Almanaque dos anos 80 (Luiz André Alzer e Mariana Claudino), o casal chegou às vias de fato na seguinte situação: no dia 23 de Fevereiro de 1986, em pleno show Cidade Live in concert, no Rio de Janeiro, o Kid Abelha foi convidado a participar do show de Léo Jaime, e Leoni (então separado de Paula, que estava com Herbert Vianna) ficou de fora. O cantor foi tirar satisfações e acabou em barraco, com Paula acertando um pandeiro na cara dele. Além dos hematomas, gerou a saída definitiva de Leoni do grupo!

COMENTÁRIO DE TH: ...de lá ele formou o "HERÓIS DA RESISTÊNCIA" e resistiu como pôde, até a sua agradável carreira-solo!


4) O RETORNO DO FALASTRÃO

Sim, ele também esteve presente na primeira versão dos bafões, mas fazer o que se continuou falando besteira?
Parece que Ed Motta não tinha dimensão do poder de suas palavras nas redes sociais e gerou uma polêmica muito mais forte do que se imaginava ao proferir blasfêmias machistas no Facebook. O cantor, compositor, audiófilo e apreciador dos bons vinhos falou mal de Caetano Veloso, Lenine e demostrou toda sua ignorância ao se queixar da feiúra das brasileiras. Procurado pra se explicar, Ed reconheceu os comentários infelizes, porém disse que era algo que todo mundo falava, seja em bares ou conversas de amigos. Nota: o que mais pesou (sem referências ao ilustre) foram seus comentários sobre Paula Toller: "Mulher feia tem que ser mega competente (risos). Se não, é Paula Toller nas cabeças (risos)"

COMENTÁRIO DE TH: Bom gosto musical é prejudicado por mentalidade pequena e arrogância.


5) GAL CHAMA OS BAIANOS DE PREGUIÇOSOS!

O Twitter, aquele lindo!
Grande revelador da real face dos artistas, que se juntam aos normais e comentam "amenidades" de seu dia-a-dia. Gal cometeu a "banalidade" de falar mal de trabalhadores conterrâneos seus (instaladores de ar-condicionado), reclamando da ineficácia e julgando-se no direito de falar, já que também é fruto da Bahia. Resultado: acarretou uma revolta tão grande que ocasionou sua exclusão voluntária da rede social. E, de quebra, alguns pontos a menos diante do público...

COMENTÁRIO DE TH: Tristes aqueles que tem decepções com a "realidade" que os artistas mostram em suas manifestações públicas!


6) E AS "LOBADAS"?

Lobão sempre foi conhecido por suas opiniões ferinas e aclamado pelas mesmas. Talvez a veia crítica do cantor chame mais atenção até do que sua contribuição ao rock nacional. Recentemente, ele foi aplaudido por falar mal de porcarias comerciais descartáveis como Fiuk, Restart e Luan Santana, mas o roqueiro canino já emitiu opiniões bem mais polêmicas - já falou mal publicamente de Chico Buarque e da Bossa Nova e isso ganhou notoriedade na internet: “Ele faz uma música anêmica, sem energia, sem vivacidade, parece que precisa tomar soro. A Bossa Nova é a mesma coisa, uma música easy listening, que toca em loja de departamento quando a gente vai comprar uma meia”, disse na ocasião. Ainda sobre o cantor, seria mito ou realidade? Numa entrevista a Clodovil, o estilista teria colocado-o na parede: "Olhe para a lente da verdade e responda: há quanto tempo você cheira?" Lobão: "O mesmo tempo que você dá o %$*&%..."

COMENTÁRIO DE TH: Chico tem bem mais a falar mal de Lobão que o contrário. Já a resposta a Clodovil, se verídica, me deixou em extase!


7) CHICO BUARQUE, O "EXEMPLO"

O fato chamou a atenção da imprensa em 2005: Chico Buarque - o exemplo-mor do eu-lírico feminino, gentleman absoluto que entende como ninguém o universo das mulheres deu uma forcinha no relacionamento da fotógrafa Celina Sjostedt. O cantor foi visto aos beijos com ela, que era casada com Ricardo Sjostedt. O marido traído, contudo, perdoou a mulher: "Não foi traição. Fui o primeiro a saber de tudo: ela me ligou, disse que tinha encontrado e beijado o Chico, mas que não era namorada dele. Foi uma coisa daquele momento. Um impulso que ela não conseguiu controlar. Falei: “Pô, Celina, de novo?", disse Ricardo, em entrevista à revista 'Quem".

COMENTÁRIO DE TH: Chico não se manifestou, mas a imagem de malandrão carioca quase arranhou sua genialidade literária.


8) PAULINHO DA VIOLA TEM SUA SERIEDADE VIOLADA

Paulinho da Viola sempre foi conhecido por sua postura de seriedade e comprometimento com a música, afastando-se dos holofotes que intentam com sua vida particular. Uma ocasião, contudo, o fez sair do sério fácil: lá pelo meio da década de 90, a prefeitura do Rio de Janeiro resolveu promover um show (de reveillon, salvo engano) e pagou em dobro o valor do cachê de Paulinho para Chico Buarque e Caetano Veloso.
Sentindo-se desprestigiado, Paulinho botou a boca no trombone (sem trocadilhos) e pegou mal para Chico e Caetano que receberam a grana e ficaram calados. Anos depois, Chico escreveu publicamente sobre o ocorrido, lamentando a chateação do amigo. E ficou por isso mesmo.


COMENTÁRIO DE TH: Por que cachês tão diferentes, afinal? Total apoio a Paulinho!


9) PROCURA-SE: BELCHIOR!

Apertem os cintos: o piloto do "medo de avião" desapareceu! O primo de segundo grau Robério Belchior, em 2007 deu a sentença: "Belchior encerrou a carreira. Está bem de saúde, de finanças, mas decidiu não gravar mais ou fazer shows. Há mais de um ano que nem nós, da família, temos contato com ele. Deve ter sido coisa de sua cabeça". Na ocasião, ele tinha sido visto publicamente pela última vez dando uma palhinha num show de Tom Zé. Devido a uma matéria sensacionalista do Fantástico, ele ficou sabendo do "sumiço" e "reapareceu": estava no Uruguai! Em reportagem ao mesmo programa, Belchior disse que nunca pensou estar 'desaparecido' e soube pela internet que havia se transformado em uma espécie de 'procurado número 1' no Brasil.

COMENTÁRIO DE TH: Nada passou de um susto prejudicado por sensacionalismo. E muitos taxaram o episódio de oportunismo, opinião da qual não partilho.


10) O OLHO QUE FALTAVA...

Propícia pro novo enfoque "olhos" do EnTHulho, porém a capa não representa necessariamente um olho...e também não o que você está pensando! O irreverente Tom Zé quis atacar a ditadura com uma capa que representava uma bolinha de gude cravada no ânus de uma modelo.
A capa foi concebida pelo poeta concretista Décio Pignatari. Entretanto, a ideia não foi concretizada devido à dificuldade encontrada no momento de fazer a produção fotográfica. Assim, a solução encontrada foi a de colocar a tal bolinha na boca da moça.

COMENTÁRIO DE TH: No dos outros é refresco...e ninguém me tira da cachola que a foto representa mesmo um c...


11) E EXISTIU MESMO A TAL RIVALIDADE ENTRE O MITO E A ENTIDADE?

Duas das maiores cantoras de nossa música brasileira são acusadas de terem gênios complemente fortes e de não terem se bicado. Entre lendas e verdades, uma certeza temos: queríamos muito presenciar um registro de dueto entre Elis Regina e Maria Bethânia, seria daqueles eventos que entrariam pra história! Algo mais próximo disso foi no especial global Mulher 80, onde dividiram a cena com várias outras cantoras como Rita Lee, Joanna, Fafá de Belém, Simone...e evitaram darem os braços no número final da ciranda (deram meia-volta!)

COMENTÁRIO DE TH: Acredito que houve sim uma rivalidade bem forte entre Elis e Bethânia, apesar de já ler elogios mútuos de ambas, sobretudo os póstumos. Bethânia, que regravou "Romaria", deixou claro que sua versão é quase uma oração, mas que a cantada por Elis é irretocável e eterna!



12) E FALANDO NA PIMENTINHA...

Elis permanece viva até hoje, às vésperas de completar 30 anos de sua morte, não só por suas interpretações magistrais, como também por suas alfinetadas políticas em plena época da ditadura. Uma, contudo, merece mais destaque: no auge do regime militar, a nossa querida pimentinha foi convocada (o termo é esse) para cantar o “Hino Nacional” nas Olimpíadas do Exército, em homenagem ao Sesquicentenário da Independência (1972). O cartunista Henfil, indignado, “enterrou” Elis no cemitério dos mortos-vivos com o qual, no jornal Pasquim, atacava quem aderia à ditadura. Ela protestou contra seu enterro, em entrevista ao Jornal do Brasil. Resultado: foi enterrada de novo. Só cinco anos mais tarde, cartunista e cantora voltaram às boas, num jantar após uma apresentação do show Falso Brilhante.

COMENTÁRIO DE TH: É essa postura que sinto falta nas cantoras atuais.


13) A REVOLTA DAS SÚDITAS ESQUECIDAS

2009 marcou uma comemoração clássica na música brasileira: 50 anos de Roberto Carlos! Os festejos foram celebrados com um especial memorável, com participação de vários nomes femininos de peso de nossa MPB (e Hebe Camargo de penetra!). Na edição, segundo explicações da Globo, por motivos artísticos que não falaram quais, eles cortaram as apresentações de seis cantoras: Marina Lima, Paula Toller, Adriana Calcanhotto, Mart’nália, Rosemary e a cantora lírica Celine Imbert. A atitude gerou um mal estar em todos os envolvidos no show e inclusive, no próprio Roberto Carlos, que ligou para a emissora contestando a ausência dessas divas. Antes da edição, ele mesmo havia pedido aos editores que poderia cortar as músicas que cantou solo, para não deixar ninguém de fora. Resultado: reclamação pública de Paula Toller, Marina e Rosemary!

COMENTÁRIO DE TH: Fiquei revoltado por Ivete Sangallo ter sido contemplada com duas músicas no especial, em desfavor de apresentação das ausentes. Tremendo bola-fora, dona Globo!


14) ÂNGELA RO RO DISCUTE COM CIDINHA CAMPOS NA BAND



O vídeo na íntegra encontra-se reproduzido acima. A célebre entrevista dividiu opiniões: muitos atacaram o já conhecido jeito "marrento" e forte de Angela, e outros consideravam que Cidinha Campos (deputada que a entrevistou) a todo momento tentava arrancar uma postura mais agressiva de Angela na condução da conversa. Aassistam o vídeo e tirem suas conclusões!

COMENTÁRIO DE TH: Angela estava no auge dos "escândalos" na vida particular, e a entrevista se tornou lendária. Hoje a imagem que tenho dela é bem melhor da que tinha antigamente - talvez ela tenha mesmo se tornado uma pessoa bem melhor.


15) É ISSO AÍ: DAMIEN RICE TÁ NEM AÍ!

Esse poderia facilmente constar no Bafão nº 1 dessa lista, porém fez tanto ruído que se faz oportuno destacá-lo. Em 2005, maravilhadas com a música "The Blower's Daughter", de Damien Rice, quase simultaneamente, Zélia Duncan e Ana Carolina fizeram versões em português da canção, em um acontecimento inédito na história da música brasileira. A versão de Zélia foi interpretada por Simone. A de Ana, por sua vez, constou num disco que a cantora lançou em conjunto com Seu Jorge. Houve um inevitável desconforto entre as cantoras. Zélia, por sua vez, acha que Damien Rice teve um descaso evidente por autorizar tão cegamente a utilização da música...

COMENTÁRIO DE TH: Mesmo amando Zélia, eu não gosto de nenhuma das duas versões. Para mim era uma música que não precisava mesmo ser regravada.


16) 7 ANOS DE UNIÃO...E AS MÁGOAS PERSISTEM!

Nos anos 80, Isis de Oliveira era um verdadeiro símbolo sexual, e chocou todos com uma relação estável homossexual que mantinha com a cantora Simone. A união durou 7 anos - e hoje, no ostracismo, Isis fala com muita mágoa do fato. Em entrevista recente a Joyce Pascowitch, ela comenta que tentava fazer Simone se tornar mais feminina e bonita. Reivindica o título de "personal stylist" da cantora no período em que elas estiveram juntas. O tempo com Isis foi tão cruel que, recentemente, ela foi confundida com Elke Maravilha numa festa...E qual a postura de Simone? Ignorar...da maneira mais elegante possível!

COMENTÁRIO DE TH: Simone está cada vez mais elegante em suas apresentações e fisicamente está bem bonita. Já Isis...quem?

17) SANDY...SENSACI...ANAL!

Sandy começou na cola de seu pai Xororó, ao lado do irmão Junior, conquistando o Brasil com a inocente "Maria Chiquinha". Foi rainha das músicas-tema de seriados e desenhos, e vendeu milhões como dupla-pop mais conhecida do país. Tentou êxito numa carreira internacional em 2002 mas...FAIL! Nesse tempo, já impressionava com seus dotes vocais, ganhando notoriedade em 97 ao gravar "Águas de Março", numa surpreendente interpretação. A típica boa moça então se separou do irmão, arrumou um namoro sério e lançou um disco "cult", o Manuscrito. Firmava assim a imagem de boa moça, que foi arranhada seriamente com uma infeliz declaração na revista Playboy, este ano, de que era possível ter prazer anal. Resultado: a carreira foi deflorada!

COMENTÁRIO DE TH: Prefiro não opinar...


18) O "ELBETÊ"

A MPB está repleta de histórias esquisitas, sobretudo com discos voadores. Nesse sentido, Raul Seixas foi expoente. Xororó também teve lá suas alucinações, porém nada se compara às experiências cabeludíssimas de Elba Ramalho. Tratava-se do primeiro caso de abdução de que se teve notícia na MPB. Mística desde criancinha, a cantora paraibana que passou uma época se dedicando tem à ufologia esotérica, que prega a existência de alienígenas sob o prisma da espiritualidade.

COMENTÁRIO DE TH: Elba depois processou a revista Veja por mau uso de suas declarações. Verdade ou mentira? Vai lá saber..


19) RAINHA...MAS DO LAR!

"Cely Campello quase foi parar na rua...pois esperavam mais do que um banho de lua". Rita Lee profetizou em "Arrombou a festa" e aconteceu! A então rainha do rock brasileiro, transgressora naquela época difícil, tinha tudo pra revolucionar mais do que Carmem Miranda, porém no auge resolveu abortar a carreira e virar uma pacata dona de casa. Nem rock ouvia mais: preferia Julio Iglesias!

COMENTÁRIO DE TH: Mas ainda assim a menina de biquini pequenininho de bolinha amarelinha ainda é reverenciada de maneira póstuma ao título de rainha do rock!


20) ROBERTÃO...PARA MULHERES FORA DOS PADRÕES!


Para fechar a relação, comentemos uma prática que o rei Roberto Carlos andou desenvolvendo ao longo da carreira (década de 80, mais precisamente), que foi a de fazer música para mulheres fora dos padrões. Gordinha, mulher de 40, mulher que usa óculos...eis que, aquele que pegava o calhambeque para dar uns bons pegas nos "brotinhos" passa a ser baluarte da auto-estima, garantindo assim um alcance muito maior em termos de público. Tolinho, não?


COMENTÁRIO DE TH: Roberto é café com leite. Tudo o que fala torna-se lei e ponto! #NOT



Agradecimentos: Jardel Ther, Guilherme Staush e Vitor de Oliveira

Fontes: Almanaque dos anos 80 (Luiz André Alzer e Mariana Claudino, Revista Bizz, Site Acervo do Rock, Almanaque da TV - Bia Braune /Rixa, vídeos dispostos no Youtube.


...PARA RECORDAR!

Lembra da primeira edição? A matéria ficou em primeiro lugar dos posts mais populares por muito tempo! Dá uma conferida e, de quebra, umas risadas a mais!

Acesse em

http://enthulho.blogspot.com/2010/09/lista-20-bafoes-da-musica-brasileira.html



THIAGO HENRICK

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