"Diáspora" é a canção mais forte do disco, talvez pela temática (refugiados políticos), e, não por acaso, é a minha favorita! Vamos nos deleitar com sua letra, agora!
domingo, 8 de outubro de 2017
TOPTULHO MUSICAL # 146!
"Diáspora" é a canção mais forte do disco, talvez pela temática (refugiados políticos), e, não por acaso, é a minha favorita! Vamos nos deleitar com sua letra, agora!
domingo, 21 de agosto de 2016
TOPTULHO MUSICAL - Edições #88 e #89!
De sua reunião com Marisa Monte (e Arnaldo Antunes na composição), nasceu a suave "Da Aurora Até o Luar", lançada originalmente em 2005, e mais uma que integra a trilha sonora da novela global das 21h, "Velho Chico!. A letra reflexiva é o ponto máximo da música, que é o destaque dessa edição!
Quando você for dormir
Não se esqueça de lembrar
Tudo que aconteceu
Da aurora até o luar
Olho de janela
Nuvem de algodão
Pele de flanela
Sopa de vulcão
Borda de caneca
Bola de papel
Ferro na boneca
Lágrima de mel
Toda noite lembra o que aconteceu de dia
Sonha para o sono vir
Quando você for dormir
Quando você se deitar
Deixa o pensamento ir
Sem ter nunca que voltar
Música vermelha
Pássaro de flor
Chuva sobre a telha
Beijo de vapor
Riso no escuro
Lua de beber
Voz detrás do muro
Medo de morrer
Toda noite cria o que acontecerá de dia
Para o novo dia vir
TH - Até Setembro!!
sexta-feira, 11 de junho de 2010
UM NOME CERTO NA HISTÓRIA DO ROCK BRASILEIRO (11/06)
E eis que outra dívida minha nesses 5 anos de blogue era ter algo referente à banda clássica trintona e ainda ativa de nosso rock nacional: Titãs.
Fato bem incomum deles era ter em sua formação inicial 9 músicos - na época, seus contemporâneos Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, RPM e Barão Vermelho eram destaque no nosso cenário roqueiro com bem menos integrantes, mas a quantidade exagerada de vozes desintonizadas dos Titãs no palco acabou por conferir uma curiosa característica refletida em seu estilo musical: o que poderia soar como anarquismo moldou-se em atitude rock, que se complementava com um visual exagerado de ternos, gravatas e penteados exóticos. Começaram a chamar atenção com pequenos shows em casas noturnas - querendo ou não, aquele início dos 80's esse tipo de comportamento era muito comum (The Cure, Smiths, David Bowie...) e fazia sucesso. O crescimento foi inevitável!
Voltando à formação da banda, os iniciais eram: Arnaldo Antunes (um dos grandes "cabeças-dinossauros-pensantes, que teve uma carreira solo bacana depois de sua saída, e fez sucesso em 2002 com os Tribalistas, ao lado de Carlinhos Brown e Marisa Monte. A morena, aliás, sempre se declarou fã ardorosa do grupo e tornou conhecida sua versão para "Comida" em seu primeiro disco), Branco Mello (vocal e baixo- ainda pertence à formação atual), Marcelo Fromer (saudoso, morreu em 2001, curiosamente e por absoluta coincidência, no dia 11 de Junho daquele ano. Juro - não foi proposital escrever esse texto em data póstuma!), Nando Reis (talvez, o detentor da mais bem sucedida carreira solo pós-banda. Nando é um compositor famoso e suas letras e melodias são solicitadas à exaustão por inúmeros músicos brasileiros), Paulo Miklos (também conhecido por sua inserção como produtor, diretor e até ator de novelas globais!), Sérgio Britto (vocal, teclado, guitarra e baixo - também remanescente) , Tony Belloto (guitarrista, diretor e marido de Malu Mader), Ciro Pessoa e André Jung. Pouco depois, Ciro sai da banda e André dá lugar a Charles Gavin, baterista que se tornou o mais tradicional de toda carreira deles.
Então, Os Titãs tiveram sua história dividida em diversas fases: de roqueiros estilosos promissores, no meio da década de 80 passaram a ter a imagem mais "suja" por incidentes acontecidos a alguns de seus componentes - e nem um pouco lembravam mais a inocência com a qual foram concebidos. Hits bem comerciais (Marvin, Sonífera Ilha, Flores) intercalados com grandes canções, dignas de inúmeras releituras nas vozes de outros, videoclipes bem transados (de acordo com suas épocas) e elogios de gente musical pensante feito Caetano Veloso e Renato Russo construíram a carreira do grupo, que, como todo outro detém momentos de auge e de baixa. Sua discografia é curiosamente das mais não-lineares da história de nossa música - o que era sucesso de crítica desagradava público e vice versa. Uns discos eram bem trabalhados, mas não refletiam a energia deles em palco. Enfim...apenas com raríssimas excessões a satisfação era quase unânime.
Nos anos 90, a fase "disco de estúdio - intervalo comercial fazendo Acústico da MTV" fez com que a credibilidade deles se tornasse duvidosa - mais ainda com a releitura de "Pelados em Santos", e seu clipe horrendo. Eu nunca fui fã ardoroso do grupo, mas conheço fãs ardorosos xiitas que chiaram demais com os rumos com os quais se enroscavam. Nos 2000, abalos sísmicos pesados foram a saída de Nando e a morte de Marcelo. Em meio a tantas fases, projetos paralelos de alguns e motivos para não continuar, o fôlego, amizade e afinidade musical dos integrantes remanescentes (um quinteto, na fase final) há de serem destacados, tornando-os, enfim, com orgulho, a banda de rock brasileira mais duradoura da história. Merecedores certos daqui. :)
Obs.: Escolhi um dos melhores videoclipes da equipe para representá-los. Essa realmente foi bem marcante pra mim naquele longínquo 1998...
OS CEGOS DO CASTELO
Titãs. Música: Nando Reis
Eu não quero mais mentir
Usar espinhos
Que só causam dor
Eu não enxergo mais o inferno
Que me atraiu
Dos cegos do castelo
Me despeço e vou
A pé até encontrar
Um caminho, um lugar
Pro que eu sou...
Eu não quero mais dormir
De olhos abertos
Me esquenta o sol
Eu não espero que um revólver
Venha explodir
Na minha testa se anunciou
A pé a fé devagar
Foge o destino do azar
Que restou...
E se você puder me olhar
Se você quiser me achar
E se você trouxer o seu lar...
Eu vou cuidar
Eu cuidarei dele
Eu vou cuidar
Do seu jardim...
Eu vou cuidar
Eu cuidarei muito bem dele
Eu vou cuidar
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Eu cuidarei do seu jantar
Do céu e do mar
E de você e de mim...











