Catarinense-alagoano: a voz fanha não limita sua genialidade e versatilidade
Quem passa uma tarde de Sábado ou de Domingo no famoso Bar Brasil, localizado no afastado bairro praiano de Guaxuma, em Maceió, corre o risco de topar, sem querer, com o cantor Wado proseando com amigos e degustando da tranquilidade do ambiente.
Descontando alguns nomes de épocas áureas, depois de Djavan, nossa Mpb alagoana busca um outro nome pra se representar, pensa, pensa, pensa....e morre por aí. Eis que o dito cantor praieiro aparece pra mostrar que há possibilidade de sucesso em nosso estado. Verdade seja dita: artistas bons nós tempos...falta boa vontade do Estado em divulgar e investir no cenário cultural, esse é que é o grande déficit alagoano...que pode ser assunto prum futuro post crítico ;)
Sobre o artista em questão: o maior mérito dele é conseguir conceber elementos culturais locais de maneira tão forte que se confunde com um natural de Alagoas (ele é de Santa Catarina). Além do mais, ele se apodera de diversas influências - cada uma mais extrema que a outra, do mais popular, ao eletrônico, e sintetiza tudo isso da forma mais brasileira possível.
Nem só de voz vive um artista...a de Wado mesmo é um pouco fanha, e ele meio que mascara isso com multiplicidade e distorções eletrônicas...no entanto o que mais prende na sua obra é sua visão aguçada sobre tudo o que explora - universos às vezes bastante ortodoxos (Rock x Axé, Brasil x África, Arte periférica x refinarias e por aí vai). Um elemento reunitivo de caminhos tão bifurcados só pode ser genial e Wado ganha todos os pontos possíveis por ter essa capacidade/dom. Como se não bastasse, assina parcerias de ótimo gosto por seu flerte com a literatura, vide a obra de Mia Couto, que rendeu citações do escritor em duas de suas músicas. Que venha então o merecido reconhecimento - ele já faz shows até na Europa, mas por essas bandas só quem tem gosto mais apurado sabe de sua existência...
É. Há salvação pra nós! ;)
P.s.: Sorte de meu querido amigo Plinius Buenos Ayres, que, além de fã do cantor, teve a oportunidade de entrevistá-lo durante um trabalho de sua faculdade de Jornalismo. Eu TINHA que ter continuado minha faculdade de Jornalismo! :((
Ingredientes: Afoxé, funk, samba e literatura!
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REFORMA AGRÁRIA NO AR
Wado
Grita pra acontecer, urge de urgência Sim irá prevalecer a reforma agrária do ar
É contra o artista mudo, é contra o ouvinte surdo É contra o latifúndio das ondas do rádio
Aperta o botão e faz funcionar a reforma agrária do ar
Nos bairros distantes, nos alto-falantes do seu rádio A rádio irá tocar
TH - EnTHulho prestigiando artistas da terrinha! ;)
Nunca fui tanto "Abreu", confesso. Alguma coisa me agradava, sabia que era um ícone da música dançante brasileira- especificando, na parte bem carioca da coisa. O universo do Rio de Janeiro que prima na sua esfera é muito atuante - engana-se no entanto que a garota é bairrista de carteirinha, pois num bom equilíbrio ela ao mesmo tempo exalta e critica os problemas de sua terra natal. Mais ainda: a cantora consegue transitar por outros ambientes, tal qual o disco "Entidade Urbana", de 2001, onde ela incorpora a atmosfera de diversas metrópoles como São Paulo. Versátil, a gata é!
E porque eu não sou tão "Abreu", afinal? Não consigo dar nenhum motivo razoável. Ela é inteligente, superou com louvor o início pífio de ter sido backing vocal da Blitz (aquelas vozinhas de mulheres que falavam gozando eram péssimas!), é capaz de releituras interessantes como Kátia Flávia e de parcerias com gente pensante com o Lenine, mas algo lhe faz falta, na minha opinião. Talvez seja algo que fique inominado mesmo...no entanto, é bem mais fácil imputar-lhe características positivas, fato.
Eu já fui a dois de seus shows (1995, Maceió e 2009, Recife). Por mais que faça minhas reservas, ela realmente consegue contagiar uma galera. E tem momentos lindos, como "Eu Vou Torcer", "Um Amor, Um Lugar", e a eleita para colocar aqui no blogue hoje, que foi tema da novela "Meu Bem, Meu Mal" em 1990. Vamos deixar nossas opiniões pessoais de lado e dançar e curtir ao som de uma artista que a gente sempre pode esperar coisa boa. Acreditem: só em ver vida inteligente na música é bem mais de 50% de vantagem pra quem canta!
Filho de Jane Duboc, o cantor trata muito bem seus fãs pelo Twitter
Ídolos são aqueles que assumem uma postura tão imponente que se distanciam diametralmente dos pobres mortais que somos nós, fiéis fãs, certo? A julgar pela forma como Jay Vaquer se relaciona com seus fãs na nova febre virtual chamada Twitter, a informação não procede. Dono de uma gentileza difícil de enxergar entre artistas famosos da MPB, é de dar gosto a maneira como ele se dedica a responder todos os recados de seus seguidores na rede social. Justiça seja feita: ele não é o rei dos holofotes, mas possui notório reconhecimento entre os segmentos, digamos, mais refinados. Lembro que em Abril foi uma batalha pra trazê-lo aqui pra Maceió, e a mesma foi organizada pelos (infelizmente poucos) fãs ardorosos alagoanos do cantor. Mas ainda assim, a natureza com a qual se doa a quem admira seu trabalho dificilmente passa falsidade. É genuína. E muito bem recompensada por seguidores (no Twitter ou não) fidelíssimos de seu trabalho. Filho de Jay Anthony Vaquer - guitarrista americano - e da cantora paraense Jane Duboc, o cantor, nascido no Rio de Janeiro, está completando 10 anos de carreira nesse 2010, e vou deixar aqui a bela canção que me fez conhecer, naquele longínquo 2000, o promissor e timido carioca que já se tornou hoje um dos meus prediletos! Em tempo: morro de rir quando falo o nome dele e alguém já associa com algo relacionado a vaquejada....santa ignorância, Batman!
O disco de estreia
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A MIRAGEM Jay Vaquer
Um flash, sem eira nem beira Não diga besteira É bom você saber Merece, respeito é bom e eu gosto Aposto que seu gosto é duvidoso
E é tão claro que o que foi já não é mais vantagem Vai pela sombra e o que sobra é a, a miragem E é tão fácil separar o que foi e o que não foi bobagem Vai pela sombra e o que sobra é miragem
Esquece que o jogo é jogado E deixa de lado o resultado Não vale nada Conhece de trás, da frente, o verso todo Rimando com a situação
E é tão claro que o que foi já não é vantagem Vai pela sombra e o que sobra é a, a miragem E é tão fácil separar o que foi e o que não foi bobagem Vai pela sombra e o que sobra é miragem
Parceria só com quem convém não tem o menor cabimento Já não vale um vintém nem penar do meu consentimento
E é tão claro que o que foi já não é mais vantagem Vai pela sombra e o que sobra é a, a miragem E é tão fácil separar o que foi e o que não foi bobagem Vai pela sombra e o que sobra é a, a miragem E é tão claro que o que foi já não é mais vantagem Vai pela sombra e o que sobra é miragem E é tão fácil separar o que foi e o que não foi bobagem Vai pela sombra e o que sobra é miragem A miragem... miragem... Mi-RA-GEM
TH - Dedicada ao aniversariante de amanhã, Wesley Vieira! ;
Falar da Verinha pra mim é muito difícil. Justamente por nunca conseguir ser completo em qualquer análise ou relato, eu sempre soarei raso e incompleto, pois é impossível determinar o quanto essa garota é importante pra mim. Minha melhor amiga, tão antiga confidente, íntegra, honesta, engraçada...leva a vida com muito humor ainda que 'peças" sejam pregadas quase diariamente. Só isso bastaria pra mostrar o quanto ela é especial, mas ainda tem muito mais a ser dito. A emoção transmitida com seu sorriso, seu olhar e com a maneira bem humorada com que interage com todos nós é ímpar! Iluminada, apaixonante, e nos dá uma verdadeira lição de como nos portar nessa tão difícil arte de viver, só observando a linda maneira com a qual cuida de seu papai que está dodói (outro guerreiro que nos ensina bastante!)
Como toda amiga-irmã, temos nossos momentos de tempestade, mas o sentimento que nos une é muito mais forte e os laços são bem mais rijos e firmes...atropelamos todo o qualquer obstáculo que ameace nossa afinidade justamente por nos amarmos tanto.
Sobre seu gosto musical, eu brinco muito com seu tom mais 'popularesco" em determinados momentos (risos), entretanto ela gosta de muita coisa de altíssimo nível. Ela não tem vergonha de assumir que gosta de ouvir tudo aquilo que seu coração ditar e isso é lindo nela! Lembro que quando nos conhecemos, a canção "Brincar de Viver", do Guilherme Arantes, sempre me remetia ao seu belo e sincero sorriso, sobretudo por ela amar essa música.
Por fim, depois de todo esse relato de fã ardoroso (risos), quero elogiar sua escolha e deixá-los com umas palavrinhas certeiras da moça. Começamos a sessão com o pé direito! ;)
Nara e Chico, uma bela dupla. Nara nos deixa saudades imensas!
"A música "João e Maria" na voz de Chico Buarque e Nara Leão acompanhou a minha infância, eu enchia o saco da minha mãe pra colocar o LP do Chico só pra ouvir essa música (não sei como não furou de tanto que tocava), mal ela terminava e eu queria ouvi-la mais uma vez, cantava, dançava e representava a música do início ao fim, no meu sonho de menina, era a mocinha que encontrava o príncipe encantado no seu proprio amiguinho de infância, ninguém entendia o porque eu adorava essa música, mas para mim a explicação era essa mesma, queria encontrar nos meus amigos de infância que dividiam as brincadeiras e a convivência, o meu principe encantado e o meu futuro maridinho (acho que foi por isso que escutava a musica da D. Tartaruga cantada pela maravilhosa Perla, rsss). Enfim, após o revival das lembranças que essa música me trouxe, hoje, muito mais madura e mulher, descobri a sacanagem contida nessa música, a traição descarada do "herói" nesta representada pelo cowboy, onde ele canta "a noiva do cowboy, era você alem das outras três", bicho safado, descaradinho mesmo, ainda confessa que tinha outras, rssss, ou seja, mesmo a mais de 20 anos atrás a famosa "pulada de cerca" acontecia explicitamente e as bobinhas apaixonadas aceitavam, afinal, mais vale um herói na mão do que dois voando... Brincadeiras à parte, a música me faz lembrar doces e felizes momentos ao som de clássicos apaixonados de Chico e Nara, com vozes e melodias que acalmavam e nos faziam sonhar, é uma pena que nossas crianças de hoje não têm essa oportunidade e continuam sendo criadas ao som de rebolation e coisas extremamente "sensuais" demais pra essa geração. Musiquinha bem gostosa de se ouvir e muito significativa pra mim, eu recomendo."
VERA CALVÃO
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JOÃO E MARIA Chico Buarque e Nara Leão Composição: Chico Buarque/ Sivuca
Agora eu era o herói E o meu cavalo só falava inglês A noiva do cowboy Era você além das outras três Eu enfrentava os batalhões Os alemães e seus canhões Guardava o meu bodoque E ensaiava o rock para as matinês
Agora eu era o rei Era o bedel e era também juiz E pela minha lei A gente era obrigado a ser feliz E você era a princesa que eu fiz coroar E era tão linda de se admirar Que andava nua pelo meu país
Não, não fuja não Finja que agora eu era o seu brinquedo Eu era o seu pião O seu bicho preferido Vem, me dê a mão A gente agora já não tinha medo No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido
Agora era fatal Que o faz-de-conta terminasse assim Pra lá deste quintal Era uma noite que não tem mais fim Pois você sumiu no mundo sem me avisar E agora eu era um louco a perguntar O que é que a vida vai fazer de mim?
Uma tecla que sempre insisti em bater é a de que música une as pessoas. Comigo acontece mesmo desse jeito: quando conheço alguém com quem eu já avisto estabelecer algum tipo de conexão musical, eu já tenho o maior interesse em saber se vale a pena tentar determinado vínculo de amizade ou coleguismo. Mas não é apenas isso: a música une as pessoas de maneiras variadas - quem nunca escutou uma que lhe remetesse a alguém ou a algum momento com essa pessoa? Paixões, amizade, amor, lembranças dos pais, uma saudade doída de alguém, uma vontade de estar junto naquela horinha que a bendita da canção tocou no rádio. Quem nunca ouviu um simples "escutei no rádio aquela música e só me lembrei de ti?"
Eu tenho amigos que conheci por causa da afinidade musical, mas isso nem de longe por si só não basta como pressuposto do grande e complexo conceito do que é a verdadeira amizade. Mas a música ajuda. Letras - bobas ou inteligentes, melodias, fáceis ou difíceis...tudo isso te leva a viajar pelo universo íntimo das pessoas queridas e amadas e te faz querer tê-las para sempre na sua vida ;)
Minha meta, com essa nova seção do blogue, é percorrer pelas mais belas memórias afetivas musicais de pessoas selecionadíssimas, fazê-las depositar aqui lembranças do fundo do coração acerca do mundo da Música Brasileira - cujas letras, eu sempre disse, falam diretamente da alma. Pressinto que vamos ainda nos comover bastante com futuros relatos, enriquecendo esse humilde espacinho que é meu blogue. Espero, sobretudo, que se divirtam e se emocionem bastante com o que vem por aí.
Em Novembro de 2008 eu perdi uma apresentação histórica: aqui na minha Maceió, a argentina Mercedes Sosa se apresentava no Teatro Gustavo Leite. Grifei o 'histórica" pois quem conhece, sabe o quanto são improváveis shows desse quilate nessa terrinha...Na época eu estava em São Paulo, mas quem viu disse que ela esbanjou simpatia, porém dando mostras de esgotamento e estafa. Os presentes tiveram a certeza de estar diante de um espetáculo indescritível, afinal um ano depois, a perdíamos. Para quem não sabe, Mercedes foi uma expoente musical ao misturar tendências folclóricas argentinas com seu ativismo político. Não foi à toa que ficou conhecida como "voz dos sem voz". Aclamada na américa latina, fez parcerias inesquecíveis com Chico Buarque, Gal Costa, Caetano Veloso, Andrea Bocelli, Shakira dentre outros...
Escreve Milton Nascimento sobre a saudosa colega:
"Mercedes,
Rainha da América Latina, coração de nossos países, amor de todos os compositores, músicos, do povo em geral. Entrou na minha vida pelas mãos de Vinícius de Morais e pelas vozes do Grupo chileno Agua. Quando a vi pela primeira vez, eu estava com o Poetinha. No palco, parecia que tinha uns 3 metros de altura e, quando Vinícius sugeriu que fôssemos ao camarim, eu lhe disse: " Não vou não. Tenho medo dela". Ele insistiu e me pegou pela mão e, como pai e filho, nos encaminhamos pra lá. Tive a maior surpresa quando ouvi lá de dentro uma voz cheia de felicidade falar bem alto: " Milton". E daí nasceu nossa parceria, que foi linda, com mistura de seriedade, de graça. Uma linda amizade. Gravamos muitas coisas, nos encontramos em muitos países. A primeira canção que cantamos juntos foi " Volver a los 17" de Violeta Parra, chilena, no meu disco Geraes. E nunca mais paramos. Gravamos também " "Sueño com Serpientes" do cubano Sílvio Rodriguez noutro disco meu. Muitas coisas aconteceram. Das mais lindas. Foi um show num estádio em Buenos Aires que virou disco ao vivo " Corazon Americano", cantando também com o ótimo cantor Leon Griecco. Ultimamente a via pouco, pois fiquei sabendo que estava doente. Ela esteve no Rio, cantou e eu não estava no Brasil. Pensei que tinha sido o problema de sua doença. Ela se foi, deixou sua beleza espalhada pelo nossos corações. Sei que está lá com DEUS e os Anjos, ajudando a encher de música o paraíso. E todos estão cuidando bem dela. E rezando por nós, que tanto precisamos. Vá, Mercedes e conte nossos casos, do jeito que só você sabe. E sspalhe sua sabedoria pelos caminhos que lhe forem mostrados.
Com todo amor,
Seu amigo
Milton"
A dupla se adorava!
Deixo-lhes com uma belíssima parceria da cantora com nosso mineiro, representando nosso país na excelente melodia de Silvio Rodriguez. Eu simplesmente acordei com essa música na cabeça e resolvi escrever um pouco. Uma letra que sempre amei e levei comigo.
SUEÑOS CON SERPIENTES
Milton Nascimento e Mercedes Sosa Composição: Silvio Rodriguez
"Hay hombres que lucha un dia y son buenos Hay otros que luchan un año y son mejores Hay quienes luchan muchos años y son muy buenos Pero hay los que luchan toda la vida Esos son los imprescindibles" (Bertolt Brecht)
Sueño con serpientes, con serpientes de mar Con cierto mar, ay, de serpientes sueño yo Largas, transparentes, y en sus barrigas llevan Lo que puedam arrebatarle al amor
Oh, la mato y aparece una mayor Oh, con mucho más infierno en digestión
No quepo en su boca, me trata de tragar Pero se atora con un trébol de mi sien Creo que está loca: le doy de masticar una paloma e la enveneno de mi bien
Oh, la mato y aparece una mayor...
Esta afin me enguye, y mientras por su esofago Paseo, voy pensando en qué vendrá Pero se destruye cuando llego a su estomago Y planteo con un verso una verdad
Aquele trechinho que delimitava o final dos anos 80 e início dos 90 foi bem complicado. Tantos famosos de peso nos deixaram...exemplos? Nara Leão, Cazuza, Paulo Leminski, Raul Seixas, Luiz Gonzaga...e, há 20 anos, em Maio de 1990, perdemos uma das mais belas vozes que emprestaram sua suavidade às mais belas composições de choro, samba-canção e bossa: Elizeth Cardoso!
Despontou na década de 50, mas desde a década de 20 a promissora cantora já dava mostras de sucesso em apresentações circenses e no rádio. Em 1958, brilhou e fincou seu nome na MPB com o lançamento do disco Canção do Amor Demais, que continha músicas de Tom Jobim e Vinícius de Morais (uma de minhas duplas favoritas, sempre ovacionados aqui no blogue) , como as clásicas "Chega de Saudade", "Estrada Branca" e "Outra Vez", o álbum é considerado um dos principais lançamentos da época da Bossa Nova. No entanto, meu pífio conhecimento sobre Elizeth sempre me fez remetê-la a um ícone do choro e de sambinhas, por tudo o que escutava na imensa discoteca do meu avô, nas prateleiras daqui de casa. Não tinha conhecimento que ela sempre foi um dos maiores ícones da bossa, na minha ignorância musical as musas maiores eram Elis e Nara. Lamento muito não ter conferido a merecida atenção como a outras contemporânas (ao menos no estilo) suas, como Clara Nunes, que eu adoro, mas essa homenagem póstuma e com a data redondinha vem muitíssimo a calhar hoje. Crédito final a Paulo Victor, um amigo hiper fã da cantora que me cobrou mais presença da saudosa, que defendeu nossa música por mais de 70 anos e 80 discos lançados em diversos estilos. Aplausos!
Há 20 anos, perdíamos um grande ícone da história da Música Popular Brasileira
NÃO ME DIGA ADEUS Elizeth Cardoso. Part. Esp.: Elza Soares Composição: L. Soberano/ Paquito
Não. . . . não me diga adeus Pense nos sofrimentos meus Se alguém lhe dá conselhos Pra você me abandonar...... Não devemos nos separar Não vá me deixar Por favor Que a saudade é cruel Quando existe amor Não . . . .não me diga adeus Pense nos sofrimentos meus. TH - Letra propícia pra quem quer permanecer viva na MPB!
Quando a MTV começou a pegar aqui na tv aberta em Maceió, no longínquo ano de 1997, um dos clipes que mais dominavam a programação era o da versão brasileira da música da cantora sul-africana Miriam Makeba, cantada pela ex-modelo Daúde:Pata Pata. Com clipe simples e arrojado, co-estrelado pelo Omelete Man Carlinhos Brown, ninguém ficava parado ao som gostosinho e com letra fácil. "Se a cantiga já te pega". Sim, pegou todo mundo na época. Por mais que Daúde não tenha se firmado com uma carreira musical 100% sólida, há quem se lembre se seus remelexos e bela voz, contagiando todo mundo no ritmo da Pata Pata! Destaque pra participação especialíssima de Zeca Baleiro na música incidental que aparece junto.
A cantora sul-africana Miriam Makeba é a autora da música.
PATA PATA Versão: Daúde
Na quitanda, tava eu ouvindo Miriam Makeba Na quitanda, chorei eu ouvindo aquela cantiga
Uma canção antiga De saudade doída...
Na quitanda, tava eu ouvindo Miriam Makeba...
Sat wuguga sat ju benga Sat wuguga sat ju benga Ô Sat wuguga sat ju benga Sat wuguga sat ju benga
Hihi ha mama, hi-a-ma Hihi ha mama, hi-a-ma hi... ha mama, hi-a-ma Hihi ha mama, hi-a-ma
Ô... Sat wuguga sat ju benga Sat wuguga sat ju benga Ai...ô Sat wuguga sat ju benga Ô Sat wuguga sat ju benga
Ô au...Hihi ha mama, hi-a-ma (sat si pata pata) Hihi ha mama, hi-a-ma (sat si pata pata) hi ha mama, hi-a-ma (sat si pata pata) Hihi ha mama, hi-a-ma (sat si pata pata)
-Carlinhos Brown- Pois é iô-iô, pois é iá-iá O equilíbrio é dançar Você e seu pa-ta pa-ta, pata pata Dance meu querido Você pode ser de Fortaleza pode ser do Irará pode ser de São Paulo pode ser do Rio de Janeiro e Jacarepaguá
Se a cantiga já te pega Dance pata pata Se a cantiga já te pega Dance pata pata Se a cantiga já te pega Dance pata pata Se a cantiga já te pega Dance pata pata
Pra me amar, pra me amar (Dance pata pata) Pra me amar, pra me amar (Dance pata pata) Pra me amar, pra me amar (Dance pata pata) Pra me amar, pra me amar (Dance pata pata)
-Carlinhos Brown- O DJ do rádio não pára de dançar Assim como você tá no seu salão Assim como você tá na sua casa Ei, no sacolejo pra lá, e sacolejo pra cá E no sacudo pra lá, e no sacudo pra lá É assim, esse é o clima do pata pata
Se a cantiga já te pega Ô, se a cantiga já te pega Se a cantiga já te pega Ô, se a cantiga já te pega (Dance pata pata)
Pra me amar, pra me amar (Dance pata pata) Pra me amar, pra me amar (Dance pata pata) Pra me amar, pra me amar (Sat si pata pata) Pra me amar, pra me amar (Dance pata pata)
-CArlinhos Brown- Quer um conselho? Se a cantiga já pega Dance pata pata, Dance meu querido Inacreditível Pra me amar, pra me amar Você pode dançar
Pra me amar, pra me amar (Dance pata pata) Pra me amar, pra me amar (Dance pata pata) Pra me amar, pra me amar (Sat si pata pata) Pra me amar, pra me amar (Dance pata pata) ...
Após algumas semanas de hiato, o blogue retorna sua função de elencar quase semanalmente músicas-chaves do acervo pessoal e sentimental de TH, para por uma das bandas esquecidas do nosso rock nacional em evidência: Heróis da Resistência, grupo liderado pelo ex-Kid AbelhaLeoni, que existiu até 1993, quando o mesmo resolveu partir pra carreira-solo. Lembro bastante dessa música, que foi uma das maiores baladas dos anos 80, sempre credenciada equivocadamente como sendo de Cazuza. Mas aqui, pretendo sempre deixar as músicas e seus autores com o devido crédito, sendo rigorosamente formal e cuidadoso nisso.
Consideradas as referidas palavras, nada mais a comentar, apenas compartilhar mais um fruto de minha memória afetiva com vocês.
Foi tema da trilha da novela "Hipertensão", de 1987
SÓ PRO MEU PRAZER
Leoni. Heróis da Resistência
Não fala nada deixa tudo assim por mim Eu não me importo se nós não somos bem assim É tudo real nas minhas mentiras E assim não faz mal E assim não me faz mal não
Noite e dia se completam o nosso amor e ódio eternos Eu te imagino, eu te conserto eu faço a cena que eu quiser Eu tiro a roupa pra você minha maior ficção de amor Eu te recriei, só pro meu prazer
Só pro meu prazer
Não venha agora com essas insinuações Dos seus defeitos ou de algum medo normal Será que você, não é nada que eu penso Também se não for não faz mal Não me faz mal não
Noite e dia se completam o nosso amor é ódio eternos Eu te imagino, eu te conserto eu faço a cena que eu quiser Eu tiro a roupa pra você minha maior ficção de amor Eu te recriei, só pro meu prazer
Só pro meu prazer
Noite e dia se completam o nosso amor é ódio eternos Eu te imagino, eu te conserto eu faço a cena que eu quiser Eu tiro a roupa pra você minha maior ficção de amor Eu te recriei, só pro meu prazer
TH - Não acho que essa "recriação" seja possível não