Hoje a sessão "Amigo Musical Convidado" aterrissa em terras paulistanas (especificadamente em "Aparecida do Norte") pra trazer a indicação de Paulo Ricardo Diniz, o Paulinho, integrante de um grupo de especialistas televisivos (do qual faço parte) denominado "Memória da TV".
A turma é formada por profissionais de diversas áreas: atores, Djs, jornalistas, roteiristas, advogados, professores, fisioterapeutas...todos possuindo a paixão televisiva como ponto comum.
Paulo formou-se esse ano em Comunicação Social e é um super querido! Passamos horas tricotando via MSN sobre assuntos diversos e percebo que é um rapaz super preocupado com o futuro e seus próximos passos. O moço fez 22 anos há duas semanas e já está se sentindo "velho" e repleto de prioridades profissionais a serem logo cumpridas! Daí vocês tiram...risos
Vale destacar aqui o TCC dele, que é um filme/documentário sobre a trajetória da Rede Globo e suas décadas de telenovela, intitulado "Fábrica de Ilusões - décadas de telenovela: do realismo ao fantástico". Quem já teve oportunidade de conferir aprovou o bem arrojado projeto, que contou com depoimentos de inúmeros profissionais e craques entendedores do assunto, debatendo com conteúdo muito rico, numa conversa bem sincronizada e harmônica. Uma obra que merece todo destaque possível!
Paulo também me ajuda bastante aqui no blog. Volta e meia ele mostra o que está bom ou não, dá dicas de linguagem jornalística e mostra o que torna a leitura cansativa ou proveitosa.
Lendo tudo isso, não há como discordar: é mesmo nosso menino de ouro! E selecionou uma música que, segundo o mesmo, já fez parte de sua vida e volta agora para marcar um momento de transição seu.
Atentemos ao depoimento do garoto...
Lulu: pilastra do pop brasileiro
Tudo na vida merece uma trilha sonora. É o que eu costumo dizer. Difícil é escolher a música-tema de sua vida. Acredito que as músicas marcam momentos e quando escutadas nos remetem ao mesmo. Para mim, remete ao ano, ao contexto do que eu vivia, pessoas, situações, lugares. Quando TH me convidou a escrever, eu achei que não deveria desperdiçar este importante espaço com qualquer música. Logo de cara eu escreveria sobre Elephant Gun – do Beirut, que mais se aproxima de ser a minha música-tema, mas como o blog é sobre a boa música brasileira, surgiu a dúvida. Pensei em Mutante, de Daniela Mercury, e Um Dia, Um Adeus, do Guilherme Arantes. Mas, não queria nada que lembrasse alguém. Não desta forma romântica. Atualmente na minha variada playlist toca desde os meus clássicos bregas às internacionais, parando nas “xonadas” sertanejas e claro, trilhas de novelas. Tenho escutado bastante a linda Amor Eterno, de Gian e Giovani, da trilha da novela “Sinhá Moça”, atual cartaz do Vale a Pena Ver de Novo. Mas, como eu disse, não queria escrever de uma canção momentânea. Refinando mais uma vez, escolhi Avassaladoras, do meu xará Paulo Ricardo, pois “se as coisas são como devem ser, avassaladoras serão nossas vidas então”. E a minha vida segue um pouco disto, com surpresas e emoções. Porém, a música que me inspirou a escrever este texto é Casa, do Lulu Santos. Inclusive é a que ouço enquanto escrevo este texto e de certa forma presto esta homenagem. Casa me remete a um momento feliz no ano de 2002. Eu, no caminho entre meus 14 e 15 anos, no auge da adolescência, no 1º ano do Ensino Médio. Na época, estava no ar a programa “Fama”, da Rede Globo, e conheci a música quando cantada pelos participantes desta 1ª edição. Para contextualizar ainda mais, tomando como base a TV, estava no ar a novela “Coração de Estudante”, no horário das seis, e “Desejos de Mulher”, no horário das sete. No Vale a Pena Ver de Novo, me deliciava com Maneco e as duas primeiras Helenas de ReginaDuarte, “História de Amor” seguida de “Por Amor”. Na escola, um momento feliz de amizade e um ar de novidade com a chegada do colegial. E a vida amorosa também estava boa. E não é, que neste momento esta música volta à tona e faz todo sentido com o momento que estou vivendo. Digamos que eu esteja “voltando pra casa outra vez”. “Sempre tinha a cama pronta e rango no fogão. Luz acesa, espera no portão”.
PAULO RICARDO DINIZ
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CASA Lulu Santos
Primeiro era vertigem Como em qualquer paixão Era só fechar os olhos E deixar o corpo ir No ritmo...
Depois era um vício Uma intoxicação Me corroendo as veias Me arrasando pelo chão Mas sempre tinha A cama pronta E rango no fogão...
Luz acesa Me espera no portão Pra você ver Que eu tô voltando pra casa Me vê! Que eu tô voltando pra casa Outra vez...
Às vezes é tormenta, Fosse uma navegação. Pode ser que o barco vire Também pode ser que não
Já dei meia volta ao mundo Levitando de tesão Tanto gozo e sussurro Já impressos no colchão... Pois sempre tem A cama pronta E rango no fogão, fogão!...
Luz acesa Me espera no portão Prá você ver Que eu tô voltando prá casa Me vê! ê! ê! ê! ê! ê! Que eu tô voltando prá casa...
Antes de escrever sobre Ed Motta, realizei uma pesquisa de campo com alguns colegas de MSN, perguntando-lhes o que achavam do carioca sobrinho de Tim Maia. Opiniões diversas, mas o que mais predominou foram elogios a seu talento/voz e críticas às atrocidades que comete ao falar da música brasileira.
Ed é inteligentíssimo. Teve a soul music como base, e percorre com talento e facilidade por ritmos não necessariamente brasileiros como Jazz, Disco e Funk. Mas não ter tido embasamento em terras tupiniquins fez com que sua boca, desde que começou (no fim dos anos 80), além de emitir o vozeirão que estamos acostumados a apreciar, também disparasse a metralhadora para tudo aquilo que não gostava dentro de nossa música. Algumas opiniões causaram polêmica, como falar mal do rap brasileiro logo no início de sua carreira; também dizer-se americano e não gostar de MPB e, recentemente, metralhar a axé music, o que desagradou o baiano Netinho, que respondeu a deselegância à altura via Twitter. Algumas vezes o falastrão se retrata - sabe-se que até pedir desculpas a Chico Buarque e Tom Jobim, depois de ter caído em lágrimas ao ouvi-los, ele fez.
Que ninguém cerceie o direito de ninguém de emitir opiniões. Liberdade de expressão é direito constitucionalmente garantido a todos os cidadãos, e Ed faz nada menos do que prezam tantos roqueiros: "rock e respeito não devem mesmo andar de mãos dadas". O problema é ser diametralmente vítima das próprias proliferações. Na mente de muitos, sobretudo os fãs de música nossa, Ed é um músico talentoso, mas não passa de um ser altamente arrogante e egocêntrico, com pitadas de xenofobia.
Não sou profundo entendedor de seu universo, tampouco sou fã. Reproduzo, aqui, apenas a opinião da "massa". Gosto do swing, tenho algumas coisas da Conexão Japeri (sua antiga banda) e tenho o disco "As Segundas Intenções do Manual Prático". E, democraticamente, mostro mais de seu trabalho no EnTHulho.
Conhecido bebericador de vinhos de preço exorbitante, Ed também rechaça comparações a seu tio, Tim Maia, e preza por ser conhecido por seu talento. Que é inegável!
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TEM ESPAÇO NA VAN
Composição: Seu Jorge Ed Motta
Se arruma aqui que tá bom, aqui tá dez Se arruma tem espaço na van Tem espaço na van
Pega o trem, vem pro baile Ser feliz Sem disfarce Tudo bem Tudo vale Só nos resta sorrir e dançar em paz
Vem cá meu bem me dê a mão Vamos jogar nesse salão Ainda bem que você chegou Vem cá te quero Um brinde a vida e só nos dois
TH - Dispa-se de preconceitos e se jogue no salão :)
Madame Rita Lee, no auge da segunda versão de sua "Arrombou a Festa", disparou: "no meio disso tudo a Fafá vem dar um jeito. Além de muita voz ela também tem muito peito!". Verdade. Fafá é dona de uma das vozes mais poderosas de nossa música popular brasileira e seus famosos seios fartos não chegaram a causar estranheza quando começou, em 1975, aparecendo como a voluptuosa cantora acima do peso que cantava descalça e tinha um vozeirão. Arrombando todas as festas! Ela poderia também (como tantos outros) constar na lista que fiz dos artistas que tiveram um upgrade na carreira por causa da TV, pois foi graças a Gabriela, a novela, que a cantora se tornou conhecida Brasil afora com a bela interpretação para "Filho da Bahia". Consagraria, a partir de então, uma longa carreira de altos e baixos como qualquer outro artista, percorrendo por diversos ritmos - com direito a forró, sertanejo e até lambada - versatilidade sempre foi o forte dessa aleluia de Belém. Minha preferidas, contudo, estavam no começo da trajetória da moça. Escutando Mp3 antigos, notei que, tal qual Simone, o problema da Fafá foi deixar a verve romântica em massa gritar mais alto na década de oitenta, perdendo a identidade de cantora mais refinada que tinha atraído até o mais temido crítico musical, José Ramos Tinhorão, na época do lançamento de seu primeiro disco. Mas, como tudo tem seu lado positivo, sua popularização lhe trouxe mais sucesso e fez com que atingisse até as periferias com sua voz firme e alta. Foi competente parceira inclusive de Michael Sullivan, sempre tido como o "embregador" da carreira dos artistas. O único show de Fafá que contemplei foi em 2005, na inauguração do memorial Teotônio Vilela, aqui em Maceió. A cantora, sabe-se, é uma das maiores interpretes da música "Menestrel das Alagoas" de Milton Nascimento e Fernando Brant que foi composta para o falecido senador alagoano na década de 80. Quase que eu reproduzia a canção aqui, mas como estamos em tempos políticos e como Teotônio Vilela Filho é candidato a reeleição em nosso estado, não quero fazer panfletagem. Logo escolhi a sensível letra de Sueli Costa, renomada compositora que atinge em cheio corações mais aflitos e emotivoss, casando perfeitamente, com o inegável talento de Fafá.
Em pesquisa minha feita na net, não se decidem se seu aniversário é 09/08 ou 10/08. Na dúvida, parabéns pra moça de resPEITO!
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DENTRO DE MIM MORA UM ANJO Sueli Costa e Cacaso Fafá de Belém
Quem me vê assim cantando Não sabe nada de mim Dentro de mim mora um anjo Que tem a boca pintada Que tem as unhas pintadas Que tem as asas pintadas Que passa horas à fio No espelho do toucador Dentro de mim mora um anjo Que me sufoca de amor Dentro de mim mora um anjo Montado sobre um cavalo Que ele sangra de espora Ele é meu lado de dentro Eu sou seu lado de fora Quem me vê assim cantando Não sabe nada de mim Dentro de mim mora um anjo Que arrasta suas medalhas E que batuca pandeiro Que me prendeu em seus laços Mas que é meu prisioneiro Acho que é colombina Acho que é bailarina Acho que é brasileiro Quem me vê assim cantando
Filho de peixe, peixinho é? Grandiosidade se herda também??
Não posso afirmar se isso sempre é verdade, só sei que no mundo musical brasileiro, diversos filhos seguiram as carreiras de seus pais. Uns se inspiraram livremente; outros pegaram gancho na fama, até por não terem entre si uma relação tão afetuosa assim, mas uma coisa é fato: o gene musical tá a solta e o EnTHulho hoje procura relembrar alguns casos de pais musicais famosos - filhos idem. Com ou sem talento (risos).
Que tal me ajudarem a complementar a lista?? É com vocês!
Uma observação: dedico o post a meu pai, Nelson Vieira, músico seresteiro e talentoso daqui de Alagoas. Feliz dia dos pais a todos!
1) DORIVAL CAYMMI Podem chamá-lo de boa vida, daqueles que passam o dia inteiro deitado na rede esperando a inspiração chegar para poder compor, mas o fato é que Dorival foi um gênio da música brasileira. E ensinou muito de seu ofício a sua prole – Danilo, Dori e principalmente Nana Caymmi. É de dar gosto ver como a cantora tem uma verdadeira adoração pela memória do pai. Em show recente, constatei esse amor, pois ela lamentou profundamente o quanto os músicos de hoje menosprezam a obra de Dorival, sobretudo por suas composições não serem tão regravadas como as de outros. Isso é que é amor de filha....medalha de ouro pros baianos!
2) JAIR RODRIGUES Jair Rodrigues surpreendeu positivamente plateias mundo afora com sua tão boa engajada parceria com Elis Regina. Do Samba à Bossa Nova, o sorrisão de Jair sempre lhe conferiu um grande carisma, que é evidenciado mais ainda pela bela maneira com que se relaciona com seus filhos, que seguiram o sucesso do pai. Jair Oliveira, que foi famoso integrante do Balão Mágico, hoje se tornou um talentoso compositor, depois de ter se dedicado mesmo aos estudos musicais fora do país. E Luciana Mello parece que herdou o gene da boa voz do pai, conseguindo também causar surpresa e emoção quando se apresenta. Família de orgulho, medalha de prata pr’ eles!
3) MARTINHO DA VILA O sambista Martinho Da Vila afirma não ser um bom pai por sempre estar viajando na época do dia dos pais, frustrando a expectativa de seus oito filhos. Mart’nália, a mais famosa, diz que é caduquice dele e que sempre foi um bom pai sim, conferindo-lhes base mais em cima dos palcos do que com presença física. A cantora começou uma boa carreira com pé no samba, mas com uns dedinhos na MPB contemporânea. Medalha de bronze pro cara que já teve mulheres de todos os tipos, mas que é um ótimo pai :)
4) LUIZ GONZAGA Um dos parentescos mais festejados do mundo da música, Gonzaguinha é, na verdade, filho adotado de Luiz Gonzaga. Foi criado por tios e padrinhos, e, de alguma forma herdou o talento do pai e se tornou tão conhecido e aclamado como o rei do Baião, tornando-se cantor e compositor respeitado e gravado por muita gente. É do Nordeste o quarto lugar!
5) WILSON SIMONAL Wilson sempre chamou atenção por sua grande voz que se amoldava com facilidade ao fino da Bossa Nova, mas poderia percorrer tranquilamente por demais ritmos musicais. Teve outros grandes méritos, como ter sido o primeiro negro a e apresentar sozinho num programa de televisão no país (o show em...si...monal) e reinar na copa do mundo de 70 ao lado de Pelé e de seus amigos da seleção Canarinho. A partir daí desenvolveu uma carreira complicada por conta de suas relações com polícia, política e órgãos de informação, caindo no ostracismo em plena década de 80. Seus dois filhos famosos, Wilson Simoninha e Max de Castro passaram o pão que o diabo amassou sendo eternamente apontados como crias do homem maldito. Sempre o defendem, alegando que a história está, na verdade, incompleta e a partir da década de 2000 começaram paralelamente suas carreiras musicais. Esse gesto de amor com um pai que pôde não ter se situado sempre num caminho linear, merece ser apontado.
6) ALTEMAR DUTRA Altemar Dutra, às do bolero brasileiro, foi sucesso em toda América Latina, iniciando seu trabalho na rádio. Seu filho, Altemar Filho, destaca-se, além da música, nos esportes, sendo campeão sul americano de kickboxing full contact. Apesar dos poucos discos gravados, sempre elogia e relembra as glórias de seu pai.
7) MORAIS MOREIRA Morais pai dispensa apresentações. Mais de 40 discos gravados, integrante renomado do grupo “Novos Baianos” e conceituadíssimo no cenário musical. Morais filho começou como integrante de bandas de cantores como Caetano Veloso, Marisa Monte e Vanessa da Mata; ficou mais conhecido quando se casou com Ivete Sangalo e agora se dedica a uma tímida carreira solo.
8) JOÃO GILBERTO João Gilberto, perdoem-me os fãs, pra mim sempre foi um porre. Daqueles que brigava com a plateia, que insistia em dizer que “vaia de bêbado não vale”. O que não desconfigura seu talento e relevância para a música popular brasileira. Um de seus muitos trunfos é a filha Bebel Gilberto, uma das que mais luta pra representar nossa música lá fora. Muitos não topam com o ar blasé da moça, mas verdade seja dita: ela sempre honrou a confiança depositada por seu pai. E muito bem!
9) HERIVELTO MARTINS A história de Herivelto Martins e seu filho, Pery Ribeiro, foi contada na minissérie “Dalva & Herivelto”, no início do ano na Rede Globo. Herivelto casou-se com Dalva de Oliveira e iniciaram uma relação recheada de brigas e traições. Nesse cenário, Pery desde cedo começou a cantar profissionalmente e, apesar de tudo, nunca deixou de demonstrar o orgulho do ofício de seu pai.
10) GILBERTO GIL No fim da parada, temos Gilberto Gil, ex ministro da cultura e músico como poucos nesse país. Sua filha, Preta Gil, por sua vez, consegue a façanha de não ser unanimidade. Sua carreira versátil não a situou num só ramo, e muitos torcem o nariz pra isso. Do pai, só herdou a fama e as facilidades adquiridas com ela, pois mais que talento, Preta chama mais atenção pela maneira sincera e despojada nas entrevistas e apresentações. E, claro, por sua exuberância, tão pouco a ver com a simplicidade do pai.
Lembrar do Marcos é relembrar de "turmas de saída e baladas". Quem já não teve uma fase saideira? Por mais que hoje me veja tão caseiro e quieto, já fui baladeiro de carteirinha. Meus chegados eram chamados de "turma do Will" (outro que futuramente nos presenteará com um belo post musical) - denominação esta pois meu amigo Will assumia a posição de líder, intermediando a comunicação de diversos segmentos de amigos. Como não poderia deixar de ser, encontrei Marcos numa dessas "reuniões".
Claro que num grupo grande, após um certo tempo há a "filtração natural", ou seja, os acontecimentos são determinantes para saber quem fica ou não. Marcos me chamou logo atenção por ter personalidade forte e ser sincero - eu diria que muitos admiram sua sinceridade, mas até ela ser voltada contra eles (risos). Isso por vezes lhe foi prejudicial, causando o afastamento de algumas pessoas que antes eram importantes em seu dia a dia. Infelizmente, a vida tem mesmo essa forma torta de mecanizar as coisas e pessoas...
Fazendo um contraponto, invoco aqui o quanto ele sempre foi generoso e simpático comigo. O tempo nos afastou, mas nunca posso dizer que ele não "ficou, pois mesmo com o afastamento, toda vez que a gente se reencontra constatamos que a empatia permanece. Já fomos protagonistas de muitas histórias: casa de praia no Francês; na Barra; as caras e bocas do moço medroso no parque de diversões, sendo alvo de deboche até de um menininho super corajoso de 10 anos; nossas aventuras nos Culture Rangers, em que também era integrante, dentre outras.
Fora isso, fico feliz por ele ter se realizado na área veterinária - realmente ama o que faz! Minha relação com escorpianos é extremada. Sempre me dou muito bem ou muito mal E, graças a Deus, Marcos pertence ao primeiro grupo.
Solta o verbo musical, rapaz! :)
Vem com a Carol, vem!
Ui... falar de uma musica para mim não é complicado. Quando alguém pergunta “Qual a sua musica?” ou “ Pensa numa musica.” Só me vem uma: "Confesso" da Ana Carolina. Bom... comecei bem direto né? Era isso mesmo que eu queria passar, posso dizer mil musicas que marcaram minha vida “Por Enquanto”, “Negue”, “Sempre não é Nada”,“Ursinho Pimpão”, “S”, “ Meu Cãozinho Xuxo” (chorei escutando essa musica com ela) e etc, mas sempre existe aquela... aquela que você acorda de manhã triste ou alegre, agitado ou calmo, tenso ou relex e só vem ela em sua mente e por conta disso dependendo do seu estado de espírito você vai dar mais ênfase a frase do dia e para mim é assim com Confesso, pois algo mexe comigo quando penso nessa musica, ela diz muito de mim, não em um momento da minha vida, mas em todos, não sou o tipo de cara que faz as coisas por fazer, só faço com Paixão, amor, tesão e prazer - tem que existir nem que seja um prazer mórbido de levantar todos os dias e fazer a mesma coisa só para saber ate onde eu agüento ir. Sou do signo de Escorpião então não me vejo parado quieto só pelo simples fato de estar quieto, não... tudo tem um sentido, uma busca e é isso que essa musica me passa, sabe, uma vontade louca de mudar e ao mesmo tempo de quem sabe um dia voltar atrás só para ter o gostinho de saber se realmente aquilo que deixei “para trás” não era exatamente o que eu estava procurando e na época eu achava que era. Menino, viajei hein? Mas é isso mesmo que faço quando escuto uma musica, às vezes me pego escutando uma musica no carro e parece que aquela musica é trilha sonora do meu momento novela das 8...rs Parar e escutá-la é como se fosse eu falando de mim mesmo... CONFESSO ACORDEI ACHANDO TUDO INDIFERENTE, VERDADE ACABEI SENTINDO CADA DIA IGUAL... sou eu quando vou mudar alguma coisa, nem que seja o corte do cabelo...kkkkkk Gente, escutem a musica e me escutem cantando... só isso... amo musica e mesmo escutando todo dias boiada, forró eletrônico, Bethânia... não desmerecendo nenhum estilo musical, mas tenho minhas preferências... simmmm... também sou "Iveteiro"..kkkkk CONFESSO!!!!! ;-)
MARCOS MENDONÇA
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CONFESSO Ana Carolina Ana Carolina e Totonho Valory
Confesso acordei achando tudo indiferente Verdade acabei sentindo cada dia igual Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante Quem sabe o amor tenha chegado ao final
Não vou dizer que tudo é banalidade Ainda há surpresas mas eu sempre quero mais É mesmo exagero ou vaidade Eu não te dou sossego, eu não me deixo em paz
Não vou pedir a porta aberta é como olhar pra trás Não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz Não vou roubar teu tempo eu já roubei demais
Tanta coisa foi acumulando em nossa vida Eu fui sentindo falta de um vão pra me esconder Aos poucos fui ficando mesmo sem saída Perder o vazio é empobrecer
Não vou querer ser o dono da verdade Também tenho saudade mas já são quatro e tal Talvez eu passe um tempo longe da cidade Quem sabe eu volte cedo ou não volte mais
Não vou pedir a porta aberta é como olhar pra trás Não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz Não vou roubar teu tempo eu já roubei demais
Não vou querer ser o dono da verdade Também tenho saudade mas já são quatro e tal Talvez eu passe um tempo longe da cidade Quem sabe eu volte cedo ou não volte mais
Adoniran Barbosa, que costumava dizer: "pobre não nasce, aparece", apareceu de diversas maneiras. Foi entregador de marmita, auxiliar de construção em estrada de ferro, metalúrgico, mascate, garçom, varredor, balconista... sem nunca deixar de cantar e compor. Na época em que se apresentava em programas de rádio, João Rubinato (seu nome real) criou e representeou diversos personagens. O imaginário popular casava-se bem com a criatividade do artista, e por muitas vezes ele mesmo se confundia com suas criações. Dentre elas, o próprio Adoniran, alcunha emprestada pelo sambista e companheiro de boêmia Luiz Barbosa.
Desde cedo o cantor e compositor mais típico dos brasileiros já pegava no batente. Aprendiz das ruas, queria ser artista e em cada ofício adquirido transparecia sua vontade. Com sua boa voz, aos poucos foi se aprimorando e aproveitando todas as primeiras oportunidades ofertadas. Cantava sambas bem trabalhados, que ia de Luiz Barbosa, Ismael Silva até Noel Rosa. Consolidou-se numa bela carreira, com inúmeros discos e parcerias sublimes, até falecer em 1982, depois de anos lutando contra o enfisema pulmonar que lhe vitimou. No entanto, convém ressaltar o quanto o cantor, mesmo doente, se esmerava para tentar gravar, inebriado de música até o último instante.
Vitória pra persistência de um dos brasileiros mais humanistas que se tornou um mestre. Reconhecimento dos melhores possíveis. :)
O grupo foi um dos mais atuantes intérpretes da arte de Adoniran
Os Demônios da Garoa, em mais de 60 anos de carreira, foram os intérpretes mais fixos de Adoniran. Na realidade, da parceria com o cantor (se conheceram durante as gravações do filme "O Cangaceiro", em 1949) o grupo paulistando ganhou reconhecimento nacional, tornando-se, hoje, o conjunto nacional mais antigo ainda em atividade, comprovando-se mais ainda com aparição de música na mais nova novela das oito da Globo, "Passione'. O grupo entrou até no Guiness Book por todos esses anos de atividade. Nada mais justo, afinal, do que chamá-los para fazer a merecida homenagem ao mestre. Ele seria aniversariante do dia...e com muita festa e samba do pra comemorar.
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TREM DAS ONZE Demônios da Garoa Composição: Adoniran Barbosa
Não posso ficar nem mais um minuto com você Sinto muito amor, mas não pode ser Moro em Jaçanã, Se eu perder esse trem Que sai agora as onze horas Só amanhã de manhã. Além disso mulher Tem outra coisa, Minha mãe não dorme Enquanto eu não chegar, Sou filho único Tenho minha casa para olhar E eu não posso ficar.
Artistas cujas carreiras tiveram um UP com programas televisivos
Ao ver determinados artistas com suas carreiras hoje consolidadas, será que você seria capaz de imaginar que eles estão onde estão graças a uma considerável ajuda ofertada pela mídia televisiva? Não que só se tornaram cantores/compositores por conta de programas de televisão - eles venceram por mérito próprio, claro, mas certamente atingiram o grande público país afora com ajuda da tão boa divulgação de música na telinha. Surpresos? Tinhamos isso antes... Antigamente existia espaço pra música brasileira na tevê aberta. Dezenas de festivais de música eram disponibilizados ao público em horários nobres e acessíveis, fazendo a família toda se reunir e torcer fervorosamente por todas as competições televisionadas e contemplar seus shows recheados de música de qualidade. Quem imagina, hoje em dia, um festival igual ao que tivemos na Record em 1967, onde competiam Chico Buarque, Roberto Carlos, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Edu Lobo? O espaço pra boa música atualmente fica restrito a programas de emissoras especializadas em cultura, como a própria Tv Cultura. A Globo e a Record, atuais líderes de audiência, não oferecem mais abertura para a nossa MPB se manifestar e quando fazem, só em horários bem alternativos como o Som Brasil. Foi-se o tempo em que a música de qualidade era prestigiada tal qual final de capítulo de novela ou reality shows. Mas nem sempre foi assim...e o EnTHulho tenta resgatar alguns exemplos de como a tevê ajudou na revelação e na projeção de grandes ídolos musicais nossos. 1) ELIS REGINA A TV Excelsior era uma emissora centrada em filmes, jornalismo e seriados estrangeiros, e entrou no ar em Julho de 1960. Foi escolhida para sediar o I Festival da Música Popular Brasileira, em 1965, onde Elis Regina conquistou o primeiro lugar com a música “Arrastão”, composição de Edu Lobo e Vinicius de Morais. Aliás, nessa mesma época, a cantora ficou conhecida como “Elis-Cóptero”, graças à maneira rodopiante com a qual se empolgava nas interpretações. Elis então iniciou uma carreira bem promissora, reconhecida e identificada por tantos!
2) CHICO BUARQUE DE HOLLANDA Chico Buarque hoje se tornou referência para muita gente e sempre foi um dos compositores mais gravados na nossa MPB. São marcas suas os versos morfologicamente estilizados e grande politização. Mas pouca grande sabe que ele só foi apresentado oficialmente ao resto do país graças ao Festival Nacional da Música Popular Brasileira, na TV Excelsior,em 1966, com a música “PEDRO Pedreiro”. No mesmo ano, contudo, participou da segunda edição do Festival da Música Popular Brasileira, na Record, onde competia com a festiva “A Banda”, cantando ao lado de Nara Leão (uma de suas melhores e mais clássicas parcerias). No referido festival, o cantor venceu a competição, mas exigiu que os louros da vitória fossem divididos com “Disparada”, na voz de Jair Rodrigues, a qual julgava mais adequada para levar o prêmio maior. Seu pedido resultou num empate e na empatia do cantor com o público, cativo até hoje.
3) MILTON NASCIMENTO Na segunda edição do Festival Internacional da canção (Rede Globo), o mineiro Milton teve um bom destaque e foi a grande revelação do evento com “Travessia’, histórica parceria sua com Fernando Brant e que foi a canção vice-campeã. A partir dela, o cantor e compositor mineiro conseguiu espaço pra mostrar ao mundo toda a beleza de sua música, MPB com pitadas de rock beatlemaníaco
4)GAL COSTA
Bem antes de dar voz às tantas músicas do cancioneiro brasileiro que a eternizou, Gal suou frio. A baiana cantou no IV Festival da Música Brasileira (Record, 1968) e de ínicio causou estranheza no público, que logo depois se rendeu à magistral interpretação de “Divino Maravilhoso” (Caetano/Gil). Gal já tinha timidamente começado carreira, sendo uma das vozes mais partidárias da Tropicália, mas esse festival foi determinante para que se tornasse mais conhecida.
5) DJAVAN
Claro que meu conterrâneo entraria na lista. Sobre ele, contudo, tenho uma história a relatar Ele foi namorado de uma tia minha (Neuza) na adolescência, e ninguém dava cartaz àquele menino negrinho e franzino, que vivia dizendo que seria cantor de sucesso. Deu no que deu, e aconteceu graças ao “Festival de abertura”, da Rede Globo em 1975, onde o cantor ficou em segundo colocado com a música “Fato Consumado”.
6) BETH CARVALHO Na terceira edição do Festival Internacional da canção (Rede Globo), em 68,Beth Carvalho ganhou fama nacional com a melhor interpretação até hoje para a canção “Andança”, de Danilo Caymmi, Edmundo Souto e Paulinho Tapajós, iniciando, assim, uma bem sucedida carreira no samba
7) CLARA NUNES
Clara passeava pelo samba, pela bossa, pelos bolerões...e já tinha uma relativa carreira bem sucedida, mas sem dúvidas sua aparição no “Festival Universitário da Música Popular Brasileira” (Tupi, 1969) lhe rendeu ótimos frutos. A cantora interpretou “De esquina em esquina”, de César Costa Filho e Aldir Blanc.
8) SANDRA DE SÁ
Na década de 80 a Rede Globo continuava a prestigiar artistas brasileiros com diferentes festivais criados a cada ano, como o MPB SHELL e o MPB 80. Este último trouxe, entre suas participações, Sandra Sá (como a cantora grafava seu nome) cantando a excelente “Demônio Colorido”, trazendo-lhe reconhecimento nacional.
9) LEILA PINHEIRO Foi graças ao Festival dos festivais (Globo, 1985) que Leila, cantora que tinha um tímido sucesso em shows no Rio de Janeiro até então, explodiu seu primeiro hit radiofônico, “Verde”, que ficou em 3º lugar na competição e fez a nortista de Belém do Pará ser divulgada ao resto do país.
10) MARISA MONTE Marisa já tinha chamado atenção das gravadoras, mas foi graças ao especial MM na Rede Manchete (que sem dúvidas, foi uma das emissoras mais musicais já existentes), em 1988 que a bela começou sua bem conduzida carreira. Muitos torcem o nariz pro fato da moça se recusar a aparecer em programas de TV nos dias de hoje, mas, sinceramente? Ela não está mais começando e não precisa mesmo disso...
Antes de tudo, gostaria de deixar registrado o quanto esse mês de Julho foi especial pra mim. Para quem me conhece, sabe que tenho uma verdadeira paixão por Jornalismo e que tinha sido meu primeiro curso, até eu trancar e passar para Direito. Não sou um profissional jurídico realizado, faço por obrigação e este blogue mostra que minha primeira escolha era mesmo a real vocação, pois nele exerço despretensiosamente Jornalismo unindo-o a outra grande paixão, que é a música brasileira. Muito mais que um hobby, escrever pro EnTHulho é uma verdadeira terapia e um lampejo de prazer profissional que não tenho ao advogar...
Justamente, neste Julho de 2010, os primeiros reconhecimentos desse empreendimento caseiro e amador aconteceram. Os posts dos 20 anos da morte de Cazuza e o especial sobre o dia do rock foram publicados num jornal daqui, Tribuna de Alagoas, respectivamente nos Domingos 11 e 17, como matérias principais do caderno "Diversão & Arte" (agradecimentos a João Dionísio, editor chefe que leu as matérias e pediu a autorização para publicá-las). Além disso, meu blog foi selecionado pra segunda fase do concurso de blogs da comunidade "Eu Tenho Um Blog). A categoria foi entretenimento e agradeço aos jurados pela indicação. Soma-se a todas essas alegrias o número de acessos ao blog, que praticamente triplicou!
Para não me estender demais, um muitíssimo obrigado a todos que ajudaram a manter o nosso EnTHulho no ar, pois comentários e elogios sempre são combustíveis para a empolgação e a alegria de continuar atualizando. Como costumo dizer, a música une mesmo as pessoas e o EnTHulho sempre terá essa função! Fico muito feliz com tudo isso, e torço para que as boas vibrações de Julho permaneçam por todo o resto do ano, para todos nós! Sinto que vem muita coisa boa por aí.
Valeu pessoal! :)
Uma vez alguém me perguntou se eu fazia esse Ranking de um a um, de posição a posição, todo santo mês e a resposta é SIM! Rs...não tenho conhecimento de informática necessário para saber se há alguma maneira mais prática, logo vou fazendo todos os tópicos pacientemente, bem devagar, pra não errar. Levo em torno de 1 hora e meia a duas, mas eu ADORO! Sinto prazer em atualizar todos os postos, calcular quantas posições determinado artista subiu ou caiu. É uma das minhas 'loucuras sadias', não liguem! rs
Julho predominante pra "macharada" , pois tivemos bem mais cantores do que cantoras. O rock, em seu mês comemorativo, predominou, com Engenheiros do Hawaii e Barão Vermelho, além de todas as bandas que apareceram no post do dia do rock e de Cazuza, que teve sua matéria-solo. A estreia da sessão "Tema de Novela" promete mesmo resgatar grandes temas de nossa teledramaturgia e emocionar nossas vidas tal qual a dos personagens que costumamos amar tanto. Pernambuco se fez bem presente por essas bandas graças a Otto e Cordel do Fogo Encantado; e os Amigos Musicais Convidados mandaram muitissimo bem, com Adoniran Barbosa, Clara Nunes, Ivan Lins e Toquinho. Riquíssimos!
Legenda:
Azul claro: estreias; Azul-escuro: artistas que subiram; Vermelho: artistas que desceram Preto: artistas que mantiveram a posição
1ª ZÉLIA DUNCAN - 14 músicas (=) 2ª MOSKA - 12 músicas (=) 3ª MARISA MONTE – 11 músicas (=) 4ª CÁSSIA ELLER - 10 músicas (=) 5º CHICO BUARQUE – 9 músicas (=) 6ª RITA LEE – 9 músicas (=) 7ª MARIA BETHÂNIA - 8 músicas (=) 8º DJAVAN - 7 músicas (=) 9º LENINE - 7 músicas (=) 10ª VANESSA DA MATA - 7 músicas (=) 11ª ADRIANA CALCANHOTTO - 6 músicas (=) 12º CAETANO VELOSO - 6 músicas (=) 13º CAZUZA - 6 músicas (+3) 14º LEGIÃO URBANA - 6 músicas (-1) 15ª MARINA LIMA - 6 músicas (-1) 16º NANDO REIS - 6 músicas (-1) 17ª GAL COSTA - 5 músicas (=) 18º GILBERTO GIL - 5 músicas (+10) 19ª ELIANA PRINTES - 5 músicas (-1) 20ª ELIS REGINA - 5 músicas (-1) 21º MILTON NASCIMENTO – 5 músicas (-1) 22ª NARA LEÃO – 5 músicas (-1) 23º OS PARALAMAS DO SUCESSO - 5 músicas (-1) 24º ZECA BALEIRO - 5 músicas (-1) 25º ALCEU VALENÇA - 4 músicas (-1) 26ª ANA CAROLINA - 4 músicas (-1) 27ª DANIELA MERCURY - 4 músicas (-1) 28º ENGENHEIROS DO HAWAII - 4 músicas (+7) 29º FLÁVIO VENTURINI - 4 músicas (-2) 30º SKANK - 4 músicas (-1) 31ª SIMONE - 4 músicas (-1) 32º VINICIUS DE MORAIS - 4 músicas (-1) 33º ZÉ RAMALHO - 4 músicas (-1) 34º CHICO CÉSAR - 3 músicas (-1) 35ª FERNANDA ABREU - 3 músicas (=) 36º GONZAGUINHA – 3 músicas (=) 37º GUILHERME ARANTES - 3 músicas (=) 38º HERBERT VIANNA - 3 músicas (=) 39º IVAN LINS - 3 músicas (+21) 40º JORGE VERCILO - 3 músicas (-1) 41º OS MUTANTES - 3 músicas (-1) 42ª NANA CAYMMI - 3 músicas (-1) 43º PATO FU - 3 músicas (-1) 44º RAUL SEIXAS - 3 músicas (-1) 45ª RITA RIBEIRO - 3 músicas (-1) 46ª ROBERTA SÁ - 3 músicas (-1) 47º TOQUINHO - 3 músicas (+33) 48ª MEMÓRIA INFANTIL: XUXA - 3 músicas (-2) 49ª ALZIRA ESPÍNDOLA - 2 músicas (-2) 50º ARNALDO ANTUNES - 2 músicas (-2) 51º BARÃO VERMELHO - 2 músicas (+41) 52ª BRUNA CARAM - 2 músicas (-3) 53ª BELLÔ VELOSO - 2 músicas (-3) 54º CAPITAL INICIAL - 2 músicas (-3) 55º CARLINHOS BROWN – 2 músicas (-3) 56º CHICO SCIENCE & NAÇÃO ZUMBI - 2 músicas (-3) 57ª CÉU - 2 músicas (-3) 58ª CLARA NUNES - 2 músicas (+43) 59ª ELBA RAMALHO - 2 músicas (-4) 60ª ELIZETH CARDOSO – 2 músicas (-4) 61ª ELZA SOARES - 2 músicas (-4) 62ª FERNANDA TAKAI - 2 músicas (-4) 63º ITAMAR ASSUMPÇÃO - 2 músicas (-4) 64º JAY VAQUER – 2 músicas (-3) 65º JORGE BEN - 2 músicas (-3) 66ª INTERNACIONAL CONVIDADA: JULIETA VENEGAS - 2 músicas (-3) 67º KID ABELHA - 2 músicas (-3) 68ª LEILA PINHEIRO - 2 músicas (-3) 69ª CANTRIZ: LETÍCIA SABATELLA - 2 músicas (-3) 70º LOS HERMANOS - 2 músicas (-3) 71º LULU SANTOS - 2 músicas (-3) 72ª MARIA RITA - 2 músicas (-3) 73ª MONICA SALMASO - 2 músicas (-3) 74º NEY MATOGROSSO – 2 músicas (-3) 75º O RAPPA - 2 músicas (-3) 76º OSWALDO MONTENEGRO - 2 músicas (-3) 77ª PATRICIA MARX - 1 música (-3) 78º PEDRO LUIS E A PAREDE - 2 músicas (-3) 79ª PITTY - 2 músicas (-3) 80º ROBERTO CARLOS – 2 músicas (-3) 81ª SELMA REIS - 2 músicas (-3) 82º TOM ZÉ - 2 músicas (-3) 83º MEMÓRIA INFANTIL: TREM DA ALEGRIA - 2 músicas (-2) 84º VEGA - 2 músicas (-2) 85ª VERÔNICA SABINO - 1 música (+61) 86º WADO – 2 músicas (-3) 87º ADONIRAN BARBOSA – 1 música *ESTREIA 88ª ALICE RUIZ - 1 música (-4) 89ª ANA CAÑAS – 1 música (-4) 90ª ANELIS ASSUMPÇÃO - 1 música (-4) 91ª ANGELA RO RO - 1 música (-4) 92º ANTONIO CARLOS NÓBREGA - 1 música (-4) 93º MEMÓRIA INFANTIL: AQUARIOUS - 1 música (-4) 94º MEMÓRIA INFANTIL: BALÃO MÁGICO - 1 música (-4) 95ª BANDA REFLEXU’S – 1 música (-4) 96ª BEATRIZ AZEVEDO – 1 música (-3) 97ª BETH CARVALHO - 1 música (-3) 98ª BEBEL GILBERTO - 1 música (-3) 99ª BIQUINI CAVADÃO - 1 música (-3) 100º CARLOS MOURA - 1 música (-3) 101ª CARMEM MIRANDA - 1 música (-3) 102º MEMÓRIA INFANTIL: CICLONE - 1 música (-3) 103º CIDADE NEGRA - 1 música (-3) 104º CLAUDIO NUCCI - 1 música (-2) 105º COMADRE FLORZINHA (-2) 106º CORDEL DO FOGO ENCANTADO - 1 música *ESTREIA 107ª DANNI CARLOS - 1 música (-3) 108ª DALVA DE OLIVEIRA – 1 música (-3) 109ª DAÚDE – 1 música (-3) 110º DOMINGUINHOS - 1 música (-3) 111º DORIVAL CAYMMI - 1 música (-3) 112ª INTERNACIONAL CONVIDADA: DULCE PONTES - 1 música (-3) 113º ED MOTTA - 1 música (-3) 114º EDU LOBO - 1 música (-3) 115º EMÍLIO SANTIAGO – 1 música *ESTREIA 116º ERASMO CARLOS - 1 música (-4) 117ª FERNANDA GUIMARÃES - 1 música (-4) 118ª FERNANDA PORTO - 1 música (-4) 119º FRED MARTINS - 1 música (-4) 120º GABRIEL PENSADOR - 1 música (-4) 121º GERALDO AZEVEDO - 1 música (-4) 122º GERALDO VANDRÉ - 1 música (-4) 123ª HELENA ELIS - 1 música (-4) 124º HERÓIS DA RESISTÊNCIA – 1 música (-4) 125º IRA – 1 música (-4) 126ª ISABELLA TAVIANI - 1 música (-4) 127ª KÁTIA B - 1 música (-4) 128ª LEILA MARIA - 1 música (-4) 129º LOBÃO - 1 música (-4) 130ª LUCIANA MELLO - 1 música (-4) 131º LUDOV – 1 música (-4) 132ª CANTRIZ: LUCINHA LINS - 1 música (-4) 133º INTERNACIONAL CONVIDADO: MADREDEUS - 1 música (-4) 134ª MARIA GADU – 1 música (-4) 135ª MARIANA AYDAR – 1 música (-4) 136ª MARTINÁLIA - 1 música (-4) 137ª MAYSA - 1 música (-4) 138ª INTERNACIONAL CONVIDADA: MERCEDES SOSA – 1 música (-4) 139º METRÔ – 1 música (-4) 140º MOINHO - 1 música (-4) 141º MORAES MOREIRA – 1 música (-4) 142ª NA OZETTI - 1 música (-4) 143º NASI - 1 música (-4) 144º NILA BRANCO - 1 música (-4) 145º INTERNACIONAL CONVIDADO: NUNO MINDELLIS - 1 música (-4) 146º OTTO – 1 música *ESTREIA 147ª PAULA FERNANDES - 1 música (-5) 148ª PAULA LIMA - 1 música (-5) 149º PAULINHO DA VIOLA - 1 música (-5) 150º RAIMUNDO FAGNER – 1 música (-5) 151ª RENADA ARRUDA - 1 música (-5) 152º SECOS & MOLHADOS - 1 música (-5) 153ª TAMY – 1 música (-5) 154º TIM MAIA - 1 música (-5) 155° TITÃS – 1 música (-5) 156º TRIO VIRGULINO - 1 música (-5) 157º MEMÓRIA INFANTIL: TURMA DA MÔNICA - 1 música (-5) 158º VANDER LEE - 1 música (-5) 159ª VANGE LEONEL – 1 música (-5) 160ª VANIA BASTOS - 1 música (-5) 161ª WANDERLÉA - 1 música (-5) 162ª ZIZI POSSI – 1 música (-5)
TH - E já já chega Agosto, o mês do "bom gosto" (mente positiva sempre, gente!)
Multi-talentoso, blogueiro consagrado e ótimo profissional
O nosso querido homenageado de hoje tem uma verdadeira razão para ser lembrado neste exato 28 de Julho: é dia de seu aniversário! Conheci Tonho (Ops, Tom!) em 2004, no grande mar sem fim que é a internet. Ironicamente, na conjuntura na qual nos conhecemos, eu poderia ser capaz de apostar que a amizade não vingaria, pois, apesar da grande afinidade cultural, musical e criativa, ele me aparentou no começo ser alguém sempre "na defensiva". Claro que pensei: "ih...colisões...não vai dar muito certo". Super engano! Até hoje minha diversão diária é zoar demais do elemento via twitter, MSN e telefone, recebendo o merecido troco! Mas, antes de qualquer coisa, há de se exaltar o quanto contamos um com o outro quando a barra de nossas vidinhas pesa...mesmo ele não seguindo meus conselhos, sei que alguma coisa deles consegue reter! rs Como é dia de "confetear", se eu fosse definir o Tom, diria que é um rapaz com os problemas típicos de sua idade, mas com uma grande visão "pé no chão" pro que a estrada lhe reserva. Lembro-me bem de, na época da faculdade, ele dar seu máximo nos trabalhos em equipe (do curso de Arquitetura) e ficar bravo com o descaso dos demais componentes (a ponto de desejar-lhes amarrados e torturados...rs). Assim é o moço: um doce quando conquistado, mas pise em seus calos pra ver a fera que vira! Criatividade é um dos seus maiores dons. Desenhos, escritas, música, dança...multimídia como só ele, possui talentos diversificados e aproveita muito bem as oportunidades que lhes são ofertadas. Quase virou um Bro'z (entreguei!), criou os lindos e joiados Culture Rangers (link aqui), os defensores da boa cultura, e está sempre antenado com todas as seleções artísticas/culturais que possam lhe dar a merecida projeção. É...ele possui diferenciaisque não podem ser desperdiçados...se fosse por merecimento, o sol já tinha chegado para o garoto há tempos, mas fazê-lo não perder a fé de que esse dia chegará é minha luta diária, por mais que minhas doses de otimismo lhe cansem! rsrs Sincero, inteligente, independente (ou luta pra ser). leal, abusado, divertido, talentoso, dedicado, auto-rigoroso...e amigo. Diferente do que pensei ab initio, para sempre :) P.s.: Ele acertadamente escolheu uma das melhores e mais representativas músicas da infância de qualquer um. Muito bem =]
Toquinho: presente na infância de muitos adultos saudosos!
*********************************************** Eu nem sei o porque de ter demorado tanto a responder esta pergunta... a resposta esteve na minha frente todo o tempo. "Aquarela" é minha música favorita de todos os tempos. Fala comigo de muitas maneiras... seja como criança, seja como adulto, seja como pessoa romântica que já acreditei ser, seja como artista, seja como arquiteto, seja simplesmente como TOM que sou. A primeira vez que a ouvi, lembro perfeitamente: tinha seis anos e, na casa de minha saudosa vó Nila, meu tio Hermane me chamou, que queria me apresentar alguém. Fui, bem curioso, e não encontrei ninguém com ele no quarto. E ele me mostrou um LP (sim, aquela época era dos LPs, mesmo) do Toquinho. Imediatamente, fiquei ressabiado - comigo, era só Xuxa, Angélica, Balão e Trem... mas logo fui vencido pelos primeiros acordes... parecia mágica. A letra que falava em materiais de desenho, em imaginação e criatividade ressonaram forte no pequeno desenhista que estava a escutar. Ao final daqueles quatro minutos e um quarto, eu estava chorando. E pedi pro tio Hermane repetir a música. E repetir. E repetir... Foram cinco vezes, interrompidas pelos meus pais, que queriam ir embora para casa. No ano seguinte, viria a primeira (ao menos, pra mim) propaganda da Faber Castell utilizando a música. Não é preciso dizer que eu já caçava o tal disco feito louco... E consegui, ora só... três aos e meio depois, em meu décimo aniversário - 28 de julho de 1993, ao simplesmente passar por uma loja de discos e encontrar "O Melhor de Toquinho". Musicalmente falando, Toquinho não é dos melhores cantores... nem tem uma das melhores vozes que já ouvi na vida. Mas é um p**a violonista e um compositor prolífico e eficiente, com faro pra boas rimas e versos inusitados. E soube se aproveitar de todos os seus pontos fortes e fracos pra criar esta pequena obra-prima, que é dificílima de cantar e/ou de interpretar. Cada nota saída de seu violão tem um quê de mágico, tem um quê de mistério e outro quê de amargura disfarçada, como um pai tentando disfarçar sua tristeza perante um filho sorridente. Os outros instrumentos - especialmente os canutilhos da bateria - ajudam a criar a atmosfera lúdica ideal pra canção... A cada ano, mais uma propaganda da Faber Castell se utilizava da canção - e ela é perfeita, mesmo, para isso. Mas a propaganda não surtia mais o mesmo efeito em mim. A canção havia mudado de sentido, completamente. O grande poder dessa canção, percebi logo, era o fato de ser uma canção adulta - e muito adulta - disfarçada de conto infantil. E a canção fala com as mais variadas pessoas das mais variadas formas, o que é maravilhoso - e até, mesmo, o que busco alcançar quando componho, escrevo, desenho ou projeto algo. Você pode interpretar "Aquarela" em sua forma literal - as mais variadas formas de se utilizar materiais de desenho e brincar com sua imaginação... pode enxergar na letra uma enorme resistência às mudanças da vida - o ciclo do nascimento à morte, da inocência ao "conhecimento"... sejam as mudanças bruscas, seja o próprio fato de CRESCER... pode enxergar a infância do ponto de vista de um adulto soturno e amargurado (que espero não me tornar)... enfim... E é (só) por isso (tudo) que "Aquarela" é a minha música!
AQUARELA Toquinho. Toquinho, Maurizio Fabrizio, Vinícius de Moraes, Guido Morra
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo. Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva, E se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva. Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel, Num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu.
Vai voando, contornando a imensa curva Norte e Sul, Vou com ela, viajando, Havai, Pequim ou Istambul. Pinto um barco a vela branco, navegando, é tanto céu e mar num beijo azul. Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená. Tudo em volta colorindo, com suas luzes a piscar. Basta imaginar e ele está partindo, sereno, indo, E se a gente quiser ele vai pousar.
Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida Com alguns bons amigos bebendo de bem com a vida. De uma América a outra consigo passar num segundo, Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo. Um menino caminha e caminhando chega no muro E ali logo em frente, a esperar pela gente, o futuro está. E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar, Não tem tempo nem piedade, nem tem hora de chegar. Sem pedir licença muda nossa vida, depois convida a rir ou chorar.
Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá. O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar. Vamos todos numa linda passarela De uma aquarela que um dia, enfim, descolorirá. Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo (que descolorirá). E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo (que descolorirá). Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo (que descolorirá).
TH - Dá um RT quem, igual ao Tom, também lembra da Faber Castell! :D
Cordel do Fogo Encantado: linguagem popular folclórica acessível por letra, música e apresentações teatrais
Mês passado fiz uma breve resenha sobre o grupo nordestino "Comadre Florzinha". Ao lado dele, posso colocar a turma de Arco-Verde (PE),"Cordel do Fogo Encantado", pois a estrutura de ambos é semelhante: bandas pernambucanas que proliferam músicas recheadas de enfoques culturais e folclóricos país e mundo afora; com instrumentais eminentemente nordestinos e apresentações teatro-musicais de deixar o queixo caído! A diferença é que, enquanto Comadre se concentra potencialmente nos vocais femininos, no Cordel quem dita mesmo é a "macharada".
A equipe é constituída por José Paes Lira na voz e no pandeiro, Clayton Barros no violão e voz, de Emerson Calado na percussão e voz, de Nego Henrique, idem e de Rafa Almeida bis-idem. Iniciaram seus trabalhos em 1997 (tal qual Comadre Florzinha) e fizeram sua estreia para um público maior no carnaval de 1999 em Pernambuco. Para quem não conhece, considero o carnaval pernambucanoum mix cultural com direito a vários estilos harmônicos entre si - frevo, baião, maracatu, samba, ciranda, coco-de-roda, marchinhas. E no meio disso tudo, cantores consagrados da nossa MPB gentilmente entrando no clima (Maria Bethânia fez história em 2007 quando participou da abertura oficial do Carnaval daquele ano) e bandas experimentais democraticamente estreando. Foi o que aconteceu ao Cordel, pois graças ao show, tiveram a primeira projeção nacional e, a partir daí, os rapazes conseguiram o reconhecimento merecido. Gravaram o primeiro disco com supervisão e benção de Naná Vasconcellos e desde então foram conquistando público e crítica. E tome premiações! banda revelação pela APCA (2001) e os de melhor grupo pelo BR-Rival (2002), Caras (2002),TIM (2003),Qualidade Brasil (2003) e o bi-campeonato do Prêmio Hangar (2002 e 2003)...
P.s.: O show deles é surpreendente. Lembro de uma apresentação em Dezembro de 2004 aqui em Maceió, e graças a ela eu conheci meu grande amigo aé hoje Plinius Buenos Ayres, também fã do grupo e de música de boa qualidade. Vejam como música une as pessoas! :)
A MTV ajudou na exposição do trabalho dos rapazes.
ORIGEM DO NOME (segundo os mesmos)
O "cordel" na região nordeste é sinônimo de história em forma de poesia. Para os integrantes, o "fogo" é o elemento natural mais representativo da suas existências, devido a sua cidade, seu lugar de origem e da sua intenção musical e poética inconstante e mutável. O "encantado" ressaltaria a visão apocalíptica e profética dos mistérios entre o céu e a terra.
**************************************** CHOVER (ou invocação para um dia líquido) Cordel Do Fogo Encantado Composição: Lirinha; Clayton Barros
"O sabiá no sertão Quando canta me comove, Passa três meses cantando E sem cantar passa nove Porque tem a obrigação De só cantar quando chove*
Chover chover Valei-me Ciço o que posso fazer Chover chover Um terço pesado pra chuva descer Chover chover Até Maria deixou de moer Chover chover Banzo Batista, bagaço e banguê
Chover chover Cego Aderaldo peleja pra ver Chover chover Já que meu olho cansou de chover Chover chover Até Maria deixou de moer Chover chover Banzo Batista, bagaço e banguê
Meu povo não vá simbora Pela Itapemirim Pois mesmo perto do fim Nosso sertão tem melhora O céu tá calado agora Mais vai dar cada trovão De escapulir torrão De paredão de tapera**
Bombo trovejou a chuva choveu
Choveu choveu Lula Calixto virando Mateus Choveu choveu O bucho cheio de tudo que deu Choveu choveu suor e canseira depois que comeu Choveu choveu Zabumba zunindo no colo de Deus Choveu choveu Inácio e Romano meu verso e o teu Choveu choveu Água dos olhos que a seca bebeu
Quando chove no sertão O sol deita e a água rola O sapo vomita espuma Onde um boi pisa se atola E a fartura esconde o saco Que a fome pedia esmola**
Seu boiadeiro por aqui choveu Seu boiadeiro por aqui choveu Choveu que amarrotou Foi tanta água que meu boi nadou***
*Zé Bernardinho **João Paraíbano ***Toque pra boiadeiro