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domingo, 23 de outubro de 2011

ENTHULHO NEWS - # 01 (Outubro/11)




MARISA DE VERDADE!

Em Setembro, Marisa Monte lançou na internet sua nova música, quebrando o jejum de 5 anos sem lançamentos inéditos: "Ainda Bem" (com participação de Arnaldo Antunes) não tem apenas o mesmo título da música de Vanessa da Mata, mas também a mesma temática! A canção, propícia para bombar nas rádios e nas novelas torceu o nariz dos fãs mais conservadores e xiitas - que não devem se lembrar que Marisa trilha normalmente por coisas mais "classudas", ao mesmo tempo em que entoa sem vergonha no brega, sem descer de seu salto de deeva!
Agora em Outubro, no dia 14, houve o pré-lançamento de seu novo álbum, "O Que Você Quer Saber de Verdade". Ainda estou estudando o álbum para tecer um parecer melhor, mas, de antemão, já alardo: "DIFERENTÃO"!


ARTE PLURAL

2011 parece ter sido o ano em que os fãs de música brasileira criaram mais expectativa diante de novos lançamentos. Além de Marisa, Gal Costa faz com que fãs tenham surtos de ansiedade ao adiar seu tão esperado lançamento de disco inédito, só com canções de Caetano Veloso (o último de inéditas da cantora só fora lançado em 2005, o controvertido "Hoje"). Ambos estiveram em uma entrevista histórica na revista "Rolling Stone", de Julho, num clima bem intimista de velhos parceiros músico-pensadores. Recomendo bastante a leitura! Lenine acaba de apresentar seu novo trabalho, "Chão", na internet (http://www.lenine.com.br/landing/#). Uma entrevista muito bacana do cantor concecida ao Top TV Z pode também ser conferida aqui (http://toptvz.com.br/noticias/Lenine-lanca-novo-album-e-fala-sobre-o-trabalho-em-entrevista--assista-ao-video). Chico Buarque foi o campeão das expectativas com seu "Chico", lançado em meados deste ano, depois de um período inteiro dedicado à literatura. O cantor já está de volta aos palcos, lotando vários teatros (e isso por que tem gente que não perde tempo em rechacá-lo por conta de sua voz...).

E MAIS LANÇAMENTOS...!

O ex-Mutante Arnaldo Baptista ressurge das cinzas com um trabalho solo novo. Batizado de Esphera, e entre músicas novas traz uma versão de ‘Singin’ Again’, uma das músicas inéditas em disco gravada em 1978 para o álbum Elo Perdido de Arnaldo com a Patrulha do Espaço. Mariana Aydar volta um tanto prematura do seu conceituado "Peixes, Pássaros e Pessoas", porém não decepciona nadinha com "Cavaleiro Selvagem Aqui Te Sigo", interamente dedicado a Dominguinhos, seu 'mentor". Pra quem não sabe, a moça foi a idealizadora do filme "Dominguinhos Volta e meia", o que comprova sua devoção total ao mestre! Marcelo Camelo lançou em Abril seu segundo solo, "Toque Dela", com participação de Mallu Magalhães, Marcelo Jeneci e da banda Hurtmold. E por que ele está aqui, numa seção de novidades? É que eu só o escutei essa semana e A-MEI! *smiley envergonhado*


E TEM DICA DE SHOW?


A recomendação de show dessa edição do "EnTHulho News" é Roberta Campos, que tornou a noite da última quinta feira (20), no Sesc Pompeia (SP) inesquecível com seu show "Varrendo a Lua". Lembro-me da cantora, de forma bem humilde, divulgando seu trabalho no Twitter ano passado, e foi pela rede social que tive contato com ela e sua sensibilidade que se destaca. A forte presença cênica e dedicação a favor da música certamente são diferenciais poderosos nessa profusão de novas cantoras surgindo a rodo. Altamente recomendada!

E O ROCK IN RIO, JENT?


ROCK IN RIO 4 ...EU VOU...FICAR EM CASA!
Estivemos diante da mais apática edição do festival, sem grandes shows ou polêmicas. Os tempos do "politicamente correto" são um saco. Duas passagens, contudo, se destacaram: a declaração de Christiane Torloni, chapada, sobre o festival virou um hit da internet ("Hoje é dia de rock, bebê!") e Cláudia Leitte, a "Carlinhos Brown" da vez, sem direito à garrafadas, porém trolada das maiores formas possíveis por suas declarações de estrelismo contra as atrações internacionais e aos roqueiros furiosos com seu show. Uma carta circulou pela internet, e o EnTHulho Musical tem O MAIOR PRAZER em reproduzi-la!


"Cara Cláudia,

Tive o desprazer de ler sua postagem sobre as criticas recebidas por seu show no Rock in Rio. E confesso que me assustei com o que li. A forma como a senhora tratou os que a criticaram em nada difere da postura deles. Foi arrogante, se colocou como falsa-humilde que esconde a pseudo superioridade.

Dizer que quem a criticou por sua duvidosa apresentação é gente desocupada é um tanto quanto controversa. Afinal, a senhora mesmo os criticou em seu blog. Talvez também não tenha o que fazer, então...

A senhora não foi respeitada porque não respeitou primeiro. Teve a mesma soberba de outro artista que levou uma chuva de garrafas na edição passada. Chegou querendo impor e se impor, esquecendo-se de que não estava em um terreno “seu”. É fácil ser estrela em uma micareta, mas deve ser foda saber que não era a artista principal da noite no festival em que tocou, não?

Nem todos são tão radicais como a senhora se colocou em seu blog. Em 2001, estive no Rock in Rio III para assistir ao show do Neil Young. Antes, entre outras bandas, assisti a apresentação de Elba Ramalho e Zé Ramalho, notoriamente não-roqueiros. E, sem surpresa alguma, um público de quase 130 mil pessoas aplaudiu, dançou, cantou e respeitou o trabalho de ambos. Tocaram forró, frevo e tudo mais... E por que o público teve esse prazer e respeito? Porque ambos são artistas que, fora dos palcos, possuem carisma, humildade, competência e talento para saber lidar com as diferenças. E respeitaram o público que estava diante deles.

Pois bem: pode-se dizer, aparentemente, que sou um roqueiro ofendido com a forma como tratou aqueles que gostam de rock e não gostam de axé. Ok, assumo meus preconceitos em relação a esse tipo de música. Mas não sou xiita como a senhora se colocou em relação aos roqueiros. Ano passado estive em um show da Ivete Sangalo em minha cidade. Nunca, em sã consciência, iria a um show desse. Mas fui por razões profissionais. E gostei do que vi, mesmo não gostando do ritmo.

E por que gostei? Por causa da forma como a cantora tratou seu público e, principalmente, a maneira como se portou fora dos palcos, respeitando, sim, as diferenças. Nunca vi ninguém conquistar minha simpatia da maneira como dona Ivete conquistou aquele dia. Continuo não gostando de sua música e de seu estilo musical, mas passei a respeitar muito a artista.

Por falar nela, a referida postagem em seu blog apenas levantou a bola na área para que Ivete fizesse um gol de placa e te mostrasse como conquistar outros roqueiros em um festival que leva o nome de “rock”. Mas isso deve doer mais do que qualquer outra critica que nós, reles mortais, possamos desferir em sua leittosa direção.

E só uma dica: não use mais o nazismo como forma de reforçar uma idéia. Isso demonstra falta de argumentos e preguiça mental, pois sabe que todo mundo sempre rechaçará qualquer atitude parecida com a do “ariano”. Lembre-se que o próprio arrastava milhares de pessoas por onde passava, falava com eles de cima de um palco e dizia que quem estava contra ele era ignorante e, provavelmente, não tinha o que fazer na sua doentia concepção. Nesse caso, sua postura não difere muito da do ariano, não... Ele generalizou os judeus, você generalizou os roqueiros. Ambos diante de uma multidão de fãs.

No auge de sua soberba, a senhora chega inclusive a tratar roqueiros como seres desprovidos de inteligência mesmo que remota, já que pede para entrarem no Google e pesquisar sobre o “ariano que se achava superior aos judeus”. Aposto que se fizer uma enquete entre seus fãs, muitos sequer saberão escrever Hitler... quiçá saberão quem foi! Mas o que esperar de alguém que compra um DVD da senhora, não?

Dizer que um roqueiro se acha superior por conhecer Metallica ou Coltrane é o mesmo que se sentir gostosa por fazer um clipe com ex-Menudo recém saído do armário. Quem esfrega o que na cara de quem?

Mas é sempre assim, não? Quem critica o faz por inveja, queria estar no seu lugar, em cima daquele palco, não é? Claro: o mundo inveja Cláudia Leitte... que humildade, que modéstia, que exemplo!

O pior é vê-la criticando os artistas internacionais por atraso, por mostrarem a bunda, por não conseguirem “conciliar a respiração com o canto” – clara alusão à Katy Perry, que NÃO foi vaiada no mesmo dia em que a senhora se apresentou, mesmo ofegante.

Os critica por que? Posso usar sua mesma forma de pensar e achar que está com inveja deles? Olha, acho que posso... Releia sua frase:

“pouco se importam conosco, querem beijar na boca, ir à praia e tomar nossa cachaça, e nós, que pagamos caro para assistir aos seus ‘espetáculos’ em nossa terra, aplaudimos a tudo isso”.


Falou a senhora conhecida por uma música cujo refrão é “eu quero mais é beijar na boca”!

Sinto um enorme ressentimento vindo dessa frase... Porque os que pagaram caro para ver o show dos internacionais também pagaram caro para ver o seu show – e seus outros shows não devem ser baratos, também. Mas eles cobraram mais cachê, não é? Acho que isso que deve doer...

Talvez um dia a senhora consiga alugar um “garden” qualquer pra alavancar sua carreira internacional e, quem sabe, gravar um single com algum desses mesmos artistas que criticou. DUVIDO que vá falar: “não aceito porque você foi ao Brasil, atrasou o show, beijou na boca e bebeu cachaça!”.

Assim como você disse ter gente honesta trabalhando com você, eles também possuem gente honesta trabalhando com eles. Mas a senhora também não respeitou isso...

Enfim: perdeu uma ótima chance de ficar quieta.

PS: se tem mesmo todo esse respeito por Rita Lee, nunca mais faça um show em um rodeio, ok? Não importa o quanto paguem, o respeito que tem por ela não deve ter preço, certo? "




E OS ANIVERSARIANTES DE OUTUBRO??


03/10 - ADRIANA CALCANHOTTO
03/10 - ZÉ RAMALHO
07/10 - PITTY
11/10 - JORGE VERCILO
11/10 - LOBÃO
11/10 - 15 ANOS SEM RENATO RUSSO, NOSSO ARTISTA DO MÊS!
13/10 - FAGNER
13/10 - MARGARETH MENEZES
14/10 - KIKO ZAMBIANCHI
15/10 - BYAFRA
16/10 - AGNALDO TIMÓTEO
16/10 - LEILA PINHEIRO
19/10 - VINICIUS DE MORAES
26/10 - MILTON NASCIMENTO
28/10 - ZÉLIA DUNCAN
28/10 - NELSON CAVAQUINHO


GOSTA DE MPB? QUER NOVIDADES? AQUI É O LUGAR!



Criado em Agosto, o "Clube da MPB" hoje invade as redes sociais juntando fãs do estilo, sempre com novidades quentes e relevantes dos melhores artistas brasileiros. Conta com apoio de fãs clubes dos astros, com notícias atualizadas de discos, entrevistas, shows e novos talentos! Claro que um grupo assim não poderia deixar de ser parceiro do EnTHulho! Quem tiver interesse, siga o Twitter @EuAmoMpb ou filie-se ao Facebook do grupo (https://www.facebook.com/ClubedaMpb)



TH - ATÉ A PRÓXIMA!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

DE OLHO NO ROCK IN RIO 2011!


A corrida pro Rock In Rio 2011 já está a todo vapor. Nessa sexta-feira (23), as festividades começam e, claro, não se agrada gregos e troianos. Mas é o histórico do festival - as reclamações existem desde a primeira edição em 1985 (ou quem não se lembra das vaias para Erasmo "Tremendão" Carlos, que apareceu todo vestido de roqueiro para cantar baladinhas como "Gatinha Manhosa"?). Talvez o problema esteja na distribuição das atrações, nos artistas de cada dia e, principalmente, na reunião dos fãs deles. Medina que melhore na organização...
E rock? Eu já nem me atenho mais nessa discussão. O nome enfoca o estilo musical por ser prioridade em todas as edições, mas o que se vê, felizmente, é a reunião de vários ritmos e estilos, agradando gregos e troiano (e desagradando mais ainda!).
O próprio estilo é controverso. Não são guitarras que definem que tal sonoridade é rock, e sim a atitude do artista. Mas vai explicar isso para roqueiros descerebrados, que, infelizmente, é a maioria.

O EnTHulho fez um resuminho do que aconteceu em edições passadas e fica na espreita: qual a expectativa para a atual - quais serão os acontecimentos históricos dessa vez?



1ª EDIÇÃO: 1985

A grande novidade!!! A primeira edição marcou por inúmeros fatores, dentre eles o fato do Rock Nacional estar no auge, com bandas marcando ponto forte de suas carreiras naquele mesmo período. O que não impediu, claro, que a MPB convergir em harmonia, certo? Errado. O politicamente incorreto começou com tudo naquela mesma primeira edição, sobretudo os metaleiros que, além de rechaçar Erasmo Carlos como já foi dito, se frustraram quando Ozzy Osbourne não comeu nenhum morcego.
Ney Matogrosso é uma das lembranças mais vivas do festival, mostrando sua conhecida ousadia de quem estava com a carreira em voga. Pepeu Gomes e Baby Consuelo também se apresentaram na noite da estreia.
Elba Ramalho (que havia sido, no mesmo ano, condecorada a melhor artista do Brasil), Ivan Lins (que quase perdeu a voz no festival e contou com a ajuda do público - saiu do evento se sentindo "vitorioso") e Gilberto Gil foram os artistas nacionais que se apresentaram no segundo dia.
O Rock Nacional mostrou sua cara, enfim, no terceiro dia, com o trio Lulu Santos (que teve sua grande parcela sim na "invenção" do rock nacional, apesar das baladinhas que tocou no evento - vide "De Repente California"), Paralamas do Sucesso (que foi considerada a grande revelação do festival e mais tarde se tornaria uma das maiores bandas do rock brasileiro) e a Blitz (Evandrão e sua trupe eram a cara daquela época). Detalhe que os Paralamas, convidados de última hora, prestaram ainda homenagem a bandas que não foram convidadas ao festival, como o Ultraje a Rigor, cantando o hit deles "Inútil".

Os siameses Alceu Valença e Moraes Moreira foram os brasileiros do quarto dia do festival. No quinto, Kid Abelha (Paulinha e Leoni, o casal sensação - e a banda ainda tinha "Os Abóboras Selvagens - estava na moda curti-los), Erasmo (relegado a este dia), Eduardo Dusek e Barão Vermelho. A banda de Frejat e Cazuza foi o único grupo brasileiro que não foi vaiado e conseguiu arrancar aplausos dos fãs de heavy metal interessados nos shows de AC/DC e Scorpions. No mesmo dia, ocorria em Brasília, no Colégio Eleitoral, a eleição presidencial indireta que escolheu Tancredo Neves como novo presidente, dando um grande passo na redemocratização do país. O palco e a plateia contavam com várias bandeiras do Brasil. O então guitarrista e atual vocalista Frejat subiu ao palco usando uma calça verde e uma camisa amarela, e a banda fechou o show tocando "Pro Dia Nascer Feliz", com o coro uníssono da platéia no refrão. Madame Rita Lee dava o ar de sua graça no sexto-dia, com seu repertório repleto de temas de novela e consciente que muitos estavam lá aguardando a postura debochada da rainha, conhecida de décadas com os Mutantes e Tutti-Fruti. Divou - e não poderia ser menos! O apresentador desta edição também estava nas alturas em termos de popularidade: o geração saúde Kadu Moliterno! E as profecias de Nostradamus pairaram sobre o primeiro Rock In Rio: tudo por causa de uma previsão de que uma tragédia mataria inúmeros jovens naquele Janeiro de 1985. Muita gente deixou de ir ao festival por conta disso... e estão fulos da vida até hoje!


2ª EDIÇÃO: 1991

Em razão do sucesso da primeira edição, o Rock in Rio deixou um gostinho de espera. Mas é um engano acreditar que os roqueiros brasileiros teriam de esperar a pela segunda realização do evento para conferirem a performance de astros internacionais do rock. Em 1988 e em 1990, apesar das adversidades econômicas, o Brasil recebeu o festival Hollywood Rock. Bandas como Bon Jovi, Supertramp e Bob Dylan passaram pelo país e fizeram grandes celebrações musicais.
A segunda edição do evento foi realizada no estádio de futebol Maracanã, cujo gramado foi adaptado para receber o palco e os espectadores (700 mil pessoas, em 9 dias de evento).
Infelizmente, as expectativas maiores do segundo RIR eram as bandas internacionais - a coisa é bem brasileira: prestigiar em demasia o que é de fora e desvalorizar as pratas da casa. Pensando nisso (ou no cachê, vai lá saber), houve um acréscimo muito maior de artistas brasileiros nas atrações: Alceu Valença, Capital Inicial, Ed Motta, Elba Ramalho, Engenheiros do Hawaii, Gal Costa, Gilberto Gil, Hanói Hanói, Inimigos do Rei, Laura Finokiaro, Leo Jaime, Lobão, Moraes & Pepeu, Nenhum de Nós, Orquestra Sinfônica, Paulo Ricardo, Roupa Nova, Sepultura, Serguei, Supla, Titãs, Vid e Sangue Azul.

Mas não teve jeito: as atenções estavam mesmo todas voltadas para as bandas de metal e pros selvagens Guns N' Roses, que foram os campeões absolutos do evento. E mais: o pop estava também em alta com atrações como A-HA (aclamadíssimos os noruegueses, que fizeram o melhor show de sua carreira), Dee-Lite (Groove Is In The Heart...ah ah ah...), Information Society, Lisa Stansfield e George Michael, este último com participação de sua antiga banda, o Wham!. Os brasileiros ficaram mesmo em segundo plano, com exceção do Sepultura, que vivia um grande momento na carreira, devidamente ovacionado pela massa "pesada". Algumas bandas, como os Engenheiros do Hawaii, chegaram a ser boicotados pela imprensa brasileira, isso porque estavam estourados naquele começo dos anos 90 com o hit "Era Um Garoto Que Como Eu Amava os Beatles e os Rolling Stones". Os gaúchos, que eram idolatrados pelos fãs, sequer foram citados na FOLHA, por exemplo. Capital Inicial, Biquini Cavadão (a pior de todas, segundo votações) e Titãs não tiveram o merecido respeito ante as atenções inteiramente voltadas para as atrações internacionais.


3ª EDIÇÃO: 2001


Eu considero, diante de tudo o que li a respeito de todas as edições, a terceira edição a mais histórica. Foram muitos bafões e shows lendários (adoraria ter contemplado Neil Young, R.E.M. e Oasis, por exemplo). E a coisa já começou com polêmica: O Rappa se sentiu desprestigiado com as negociações do festival, onde artistas brasileiros "abririam" pros estrangeiros, isso porque foram convidados sob os holofotes. "Alegavam que éramos as estrelas do festival", dizia o produtor da banda. Quando as negociações não deram certo, o grupo comunitário pulou fora, acompanhado, em protesto, de outras bandas brasileiras como Raimundos, Charlie Brown Jr, Jota Quest, Skank, Cidade Negra e Os Paralamas do Sucesso, em solidariedade.
Nesta ocasião, os organizadores decidiram construir uma nova "Cidade do Rock", no mesmo local onde fora a primeira, com a inédita capacidade de 250 mil espectadores por dia e "tendas" alternativas onde realizaram-se concertos paralelos aos do palco principal. Havia tendas de música eletrônica ("Tenda Eletro"), música nacional ("Tenda Brasil", na qual artistas brasileiros apresentavam-se), música africana ("Tenda Raízes") e música mundial ("Tenda Mundo Melhor"). O evento recebeu a legenda de "Por Um Mundo Melhor", o que se marcou com o ato simbólico de observação de três minutos de silêncio antes do início das apresentações no primeiro dia do evento. Às 19 horas daquele dia 12 de janeiro de 2001, três mil rádios e 522 TVs silenciaram pela melhoria do mundo. O início e o fim do ato foram marcados pelo toque de sinos e pela libertação de pombas brancas, representando um pedido pela paz mundial.
Milton Nascimento abriu o festival e fez as pessoas bocejarem - o lugar de Milton (que eu adoro), infelizmente não era ali...
O Capital Inicial foi convocado de última hora e fez um show beirando o extraordinário - garantindo a força dos brasileiros, tão defasados com a desistência das fortes bandas.

Carlinhos Brown entrou para a história do festival devido a "noite das garrafadas". Convidado para o terceiro dia de apresentações, o cantor baiano, especializado no estilo conhecido como "Axé music", foi hostilizado pelo público presente, que o atacou a garrafadas enquanto gritava "queremos rock!". O fato repercutiu de maneira extremamente negativa e o cantor vociferou contra os pseudo-roqueiros: "um bando de playboyzinhos tratados com "Toddy" e posando de roqueiros, tem vergonha de música genuinamente brasileira!".
Cássia Eller, junto ao Nação Zumbi, fez um espetáculo memorável - parecia que sabia que tinha que aproveitar, já que nos deixaria, infelizmente, naquele ano. Cassião ainda foi elogiada por Dave Growl (Foo Fighters e ex baterista do Nirvana), que ficou impressionado com a performance pesada da cantora para "Smells Like Teen Spirit". Cassião (que havia mostrado os seios) tascou um beijão em Dave!
O Ira e o Ultraje a Rigor fizeram uma apresentação conjunta. Pato Fu, que temiam ser os hostilizados da vez pelos fãs de Guns N' Roses (que se apresentariam no mesmo dia), não fizeram feio e conquistaram com seu pop rock de isopor. Fofinhos fofinhos! E o Sepultura reinou novamente, conquistando a massa metaleira na chamada "noite do metal".
As atrações internacionais, uma vez mais, imperaram, mas também o "casting" estava excelente: Oasis, Neil Young, Rob Halford, R.E.M., Sheryl Crow, Foo Fighters, Red Hot Chili Peppers, Silverchair...e tivemos a "noite teen", com Sandy & Junior, Britney Spears (as pessoas pagaram para ouvir o cd dela), N' Sync, Five e Aaron Carter, que dispensam (negativamente) comentários...
Nota final: a Globo pagou um mico tremendo ao escalar Márcio Garcia como comentarista oficial de rock. Márcio, mesmo já tendo passado pela MTV, não entende patavinas de música. Lembro-me, com vergonha alheia, quando foi entrevistar Zélia Duncan, que estava na plateia, e a cantora deu uma aula musical pra ele sobre o show de Sheryl Crow, o qual o global, minutos antes, havia espinafrado. Feio...


4ª EDIÇÃO: 2011

Após dez anos da terceira edição, acontece a quarta, exatamente nesta sexta feira! Inicialmente previsto para 2014, para coincidir com o ano da Copa do Mundo FIFA de 2014, que será realizada no Brasil, seu lançamento foi adiantado em três anos, a pedido da prefeitura da cidade do Rio de Janeiro. A prefeitura deverá construir um novo local permanente que permitirá uma maior periodicidade do evento. Segundo Roberto Medina, "Com o novo local, que também ganhará o nome de Cidade do Rock, o Rock in Rio poderá acontecer a cada dois anos, da mesma forma que é o Rock in Rio Lisboa." O espaço não servirá apenas para o festival, será multiuso e poderá abrigar outros shows e eventos.


Posso soar saudosista, mas eu me recuso crer que bandas como NX Zero são as representantes do rock atualmente. O evento não me desperta grandes expectativas por isso, mas, no fundo, acredito positivamente na força da atração, que sempre foi capaz de gerar histórias lendárias no mundo da música, e é reconhecida mundialmente.
Obs.: Quem também estará no festival será a Legião Urbana! Pois é! Logo a banda de Renato Russo, que detestava festivais, será homenageada de maneira póstuma!
Abaixo, a lista de atrações desse ano (retirada do Wikipedia, logo, sujeita a correções!). Particularmente, gostei bem mais das do tal "Palco Sunset". O EnTHulho Musical voltará a falar do evento quando o mesmo acabar, a título de "balanço final".

Muito rock (e outros estilos) pra vocês!

Palco Mundo

23 de setembro de 2011

24 de setembro de 2011

25 de setembro de 2011

29 de setembro de 2011

30 de setembro de 2011

1 de outubro de 2011

2 de outubro de 2011


Palco Sunset



23 de setembro de 2011 - Dia Pop

24 de setembro de 2011 - Dia Rock

25 de setembro de 2011 - Dia Metal

29 de setembro de 2011

30 de setembro de 2011

1 de outubro de 2011 - Dia Rock Alternativo

2 de outubro de 2011



INFORMAÇÕES; Almanaque dos anos 80 (Luiz André Alzer e Mariana Claudina), Revista Bizz e depoimentos de amigos!


TH - Entrando no clima!

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